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Grafite: como Balama pode relançar a produção de Moçambique, antigo líder africano

Grafite: como Balama pode relançar a produção de Moçambique, antigo líder africano
Sexta-feira, 22 de Maio de 2026

Com uma capacidade nominal de 350 000 toneladas por ano, a mina de Balama, em Moçambique, é apresentada pelo seu operador Syrah Resources como o maior sítio de produção de grafite em África. Relançado em junho de 2025 após vários meses de paragem, o projeto continua, no entanto, a funcionar ainda a um ritmo limitado.

Em Moçambique, a empresa australiana Syrah Resources ambiciona aumentar, a médio prazo, a produção da sua mina de Balama até 240 000 toneladas de grafite por ano. Reiterado numa apresentação publicada na sexta-feira, 22 de maio, este objetivo poderá, caso se concretize, apoiar a produção nacional deste mineral crítico, no qual o país lusófono já foi líder continental.

De 170 000 toneladas em 2022 para cerca de 60 000 toneladas em 2025, segundo o U.S. Geological Survey (USGS), a produção de grafite em Moçambique conheceu uma queda progressiva significativa, reposicionando Madagáscar como o principal produtor africano. Em comparação, a Grande Ilha forneceu cerca de 80 000 toneladas no mesmo período. Esta fase de fraco desempenho explica-se nomeadamente pelas suspensões das principais minas industriais do país, incluindo Ancuabe, do grupo neerlandês AMG, e Balama.

Entre constrangimentos operacionais e fraqueza do mercado, a Syrah Resources suspendeu sucessivamente as atividades no local entre 2023 e 2024, antes de iniciar uma retoma em junho de 2025. O ritmo de produção atual continua, contudo, limitado. Nesta fase, Balama funciona com uma taxa de produção entre 100 000 e 120 000 toneladas, com um potencial de aumento que pode atingir 200 000 a 240 000 toneladas por ano. No entanto, não foi apresentado qualquer calendário preciso para atingir este último objetivo.

No papel, esta previsão não surpreende. De facto, Balama dispõe de uma capacidade nominal de 350 000 toneladas por ano, o que faz dela, segundo a Syrah, o maior complexo de produção de grafite em África. Contudo, para concretizar a retoma e a expansão prevista, várias condições permanecem determinantes. A empresa sublinha que a obtenção dos níveis pretendidos dependerá do crescimento da procura e da evolução do mercado, bem como das políticas de apoio aos produtores fora da China.

Uma dinâmica que se insere num contexto de mercado marcado por uma oferta excedentária persistente, alimentada nomeadamente pelos elevados níveis de stocks chineses e que pressiona os preços. Esta situação explica também a manutenção da mina nos níveis atuais, tendo a Syrah Resources adotado um modo de exploração “em campanha”, que consiste em ajustar a produção às condições do mercado.

Entretanto, resta observar de que forma estas dinâmicas poderão influenciar as ambições da Syrah, que já beneficia do apoio dos Estados Unidos através de financiamento da U.S. International Development Finance Corporation (DFC). Para além de Balama, novos projetos também surgem como motores de crescimento para o setor de grafite moçambicano, nomeadamente uma nova mina promovida pela Triton Minerals.

Aurel Sèdjro Houenou

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