É a primeira implantação do microsegurador fora do Gabão desde o seu lançamento em setembro de 2024. A Samb'a Seguros prevê também instalar-se na RDC.
A Samb'a Seguros, primeira sociedade de microseguro autorizada pela Conferência Interafricana dos Mercados de Seguros (CIMA) na África Central, anunciou na terça-feira, 21 de maio, a criação da sua filial dedicada ao microseguro nos Camarões.
Baptizada Samb'a Seguros Camarões, esta nova estrutura torna-se a primeira sociedade inteiramente dedicada ao microseguro na principal economia da CEMAC.
Constituída em Douala com um capital social superior a 615 milhões de FCFA (cerca de 1,08 milhões de dólares), a empresa pretende tornar o seguro mais acessível às populações ainda excluídas das ofertas tradicionais do setor. Com 59 acionistas comprometidos, prevê oferecer produtos simplificados a custos reduzidos, com prémios anunciados a partir de 3.500 FCFA por mês.
Segundo a empresa, oito ramos de microseguro foram solicitados. A distribuição dos produtos assentar-se-á principalmente no Mobile Money, nas instituições de microfinanças e nas redes comunitárias, de forma a alcançar os trabalhadores do setor informal, nomeadamente agricultores, pequenos comerciantes, artesãos, artistas, associações e pequenas empresas.
A criação desta nova filial ocorre quase dois anos após o início das atividades da Samb'a Seguros no Gabão, a 18 de setembro de 2024. Na ocasião, a empresa iniciou operações com um capital inicial de 610 milhões de FCFA.
A chegada da Samb'a Seguros Camarões ocorre num mercado de seguros camarense em crescimento. Em 2024, o setor registou um volume global de prémios emitidos de 288,7 mil milhões de FCFA, contra 274,6 mil milhões de FCFA em 2023. O ramo IARD (Incêndio, Acidentes e Riscos Diversos) continua a ser o principal segmento do mercado, com 190,3 mil milhões de FCFA em prémios, enquanto o seguro de Vida representa 98,4 mil milhões de FCFA.
Para além dos Camarões, a Samb'a Seguros prevê também expandir as suas atividades na República Democrática do Congo (RDC). O projeto, anunciado em junho de 2025, deverá basear-se em parcerias com instituições de microfinanças e operadores de telecomunicações presentes no país.
Já foram iniciadas conversações com o Fundo para a Inclusão Financeira (FPM) sobre uma eventual parceria estratégica, incluindo uma participação acionista e apoio técnico.
SG













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