O Governo do Gabão planeja lançar, no final de novembro de 2025, a fase piloto de um projeto de educação digital nas cidades de Libreville e Oyem.
A iniciativa tem o apoio da empresa de tecnologia chinesa Huawei e da operadora Moov Africa Gabon Telecom.
As disparidades entre áreas urbanas e rurais são um dos principais desafios do sistema educacional gabonês. O governo está apostando nas TICs para remediar isso, no âmbito de uma estratégia nacional de transformação digital.
O Governo gabonês pretende lançar, no final de novembro de 2025, a fase piloto do projeto de educação digital nas cidades de Libreville e Oyem. Apoiada pela empresa de tecnologia chinesa Huawei e pela operadora Moov Africa Gabon Telecom, essa iniciativa faz parte da digitalização do sistema educacional nacional.
O projeto foi discutido na quarta-feira, 6 de novembro, durante uma audiência concedida pelo Presidente da República, Brice Clotaire Oligui Nguema (foto, no centro), a Lei Wang, CEO da Huawei para a região CEMAC. Segundo o Ministério da Economia Digital, essa iniciativa visa, entre outras coisas, desenvolver a educação a distância, principalmente em áreas científicas onde algumas províncias sofrem com a falta de professores. O projeto também visa fortalecer a conectividade, inclusão digital e a formação de jovens para as habilidades do futuro.
No dia 6 de outubro, as autoridades gabonesas já haviam lançado um treinamento em "ensino-aprendizagem digital" para 200 professores e diretores de escolas primárias, em parceria com a UNICEF e a operadora de telefonia móvel Airtel. Em julho, as autoridades gabonesas se encontraram com os líderes do projeto Giga, liderado pela UIT e UNICEF, que visa conectar todas as escolas do mundo à Internet. Desde 2022, o Gabão já havia demonstrado seu compromisso com essa iniciativa, com a ambição de conectar 90% de suas instituições de ensino até 2026.
Em janeiro de 2025, o governo adotou uma ordem estabelecendo a digitalização do ensino, como parte de uma estratégia de integração progressiva do digital nas práticas pedagógicas. Este esforço é uma continuação de um convênio assinado em outubro de 2024 entre os Ministérios da Economia Digital e Educação, visando o desenvolvimento de infraestruturas digitais em escolas e colégios, incluindo áreas brancas.
Lembre-se de que, em 2022, o Gabão se comprometeu a "implementar a digitalização do ensino em centros de treinamento profissional, instituições de ensino escolar, normal, técnico, profissional e universitário, bem como em centros de aperfeiçoamento pedagógico e de alfabetização, para garantir a generalização de novos aprendizados e transformação digital".
A UNESCO reconhece o potencial das TICs para melhorar a educação, porém ressalta vários desafios impostos pelo abismo digital na África. "Muitos alunos não têm acesso a infraestruturas tecnológicas básicas, como uma conectividade de Internet confiável, computadores ou dispositivos digitais. Essa disparidade agrava as desigualdades educacionais, pois os alunos de comunidades desfavorecidas se encontram em desvantagem para acessar recursos de aprendizado on-line e participar da educação digital", explica a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A organização indica que a redução do abismo digital requer esforços conjuntos dos governos, instituições educacionais e atores do setor privado. Segundo ela, investimentos em infraestruturas digitais, a acessibilidade financeira dos equipamentos e a expansão da conectividade de Internet para áreas rurais e marginalizadas são essenciais para garantir um acesso equitativo a um aprendizado enriquecido pela tecnologia. Por exemplo, em 2023, cerca de 77% da população gabonesa não usava a Internet, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT).
Isaac K. Kassouwi













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