Senegal planeja alocar uma grande verba para a educação em 2026, enfatizando o papel estratégico desse setor
O Ministério da Educação Nacional do Senegal vai dispor de um orçamento de 1,75 bilhão de dólares para o exercício de 2026, cobrindo toda a trajetória educacional.
Numa conjuntura africana marcada por debates sobre prioridades orçamentais, o Senegal prevê para 2026 um importante investimento para a educação, sublinhando o papel estratégico deste setor.
No Parlamento, a Comissão de Finanças e Controle Orçamentário, em associação com a Comissão de Educação, Juventude, Esportes e Lazer, adotou na quinta-feira, 13 de novembro, um orçamento de aproximadamente 1,75 bilhão de dólares para o exercício de 2026 do Ministério da Educação Nacional do Senegal. Este orçamento abrange todo o percurso educacional, desde a educação pré-escolar até a educação de jovens e adultos, incluindo o ensino fundamental, médio e secundário.
O orçamento de 2026, que teve um aumento de 1,61% comparado com 2025, representa quase 14% das despesas totais do orçamento geral do Estado. De acordo com dados parlamentares disponíveis, a alocação prevista será fundamentalmente dividida entre a gestão administrativa, que absorve 51% do orçamento, e os diversos setores educacionais do país.
O comunicado da Assembleia Nacional indica que o orçamento de 2026 está baseado em cinco eixos estratégicos, incluindo a valorização da profissão docente, a melhoria do ambiente escolar, o reforço da equidade e inclusão nas áreas rurais e menos providas, a implementação de reformas pedagógicas estruturais e a otimização da governança por meio da digitalização e do fortalecimento do controle interno.
A aprovação do orçamento surge enquanto o Senegal está comprometido há vários meses com um plano de reformas para modernizar seu sistema educacional. Em outubro de 2025, o governo anunciou medidas para melhorar a inclusão escolar e a qualidade pedagógica. Essas incluem a construção de 25 novas escolas secundárias, 46 colégios e 46 escolas primárias em todo o território nacional, além da integração de oito idiomas nacionais nos currículos escolares.
Félicien Houindo Lokossou













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