A operadora de telecomunicações Orange Mali obteve um empréstimo de 80 milhões de euros (cerca de 93 milhões de dólares) da Sociedade Financeira Internacional (SFI) e do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) para aprimorar sua rede.
O financiamento tem como objetivo ampliar a rede da Orange Mali, reforçar sua resiliência e beneficiar mais pessoas com as oportunidades oferecidas pela economia digital.
O investimento poderá melhorar não apenas a qualidade dos serviços, mas também contribuir para a redução da diferença no acesso à tecnologia digital (conhecida como "fratura digital") e apoiar o desenvolvimento econômico local.
A provedora de telecomunicações Orange Mali, líder no segmento de telefonia móvel, fixa e internet no país, obteve um empréstimo de cerca de 93 milhões de dólares da SFI e do BOAD, segundo comunicado da filial do Banco Mundial publicado em 17 de novembro de 2025. Dentro desse acordo, a SFI fornece 50 milhões de euros, enquanto o BOAD contribui com o restante. A Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) também apoia o projeto, facilitando o acesso a financiamentos em moeda local, recurso bastante limitado no mercado maliano.
Com esse financiamento, a Orange Mali planeja instalação de 300 novas antenas 4G, sendo que a metade será instalada em áreas rurais, além da expansão de sua rede de fibra óptica. Essa modernização visa aprimorar o acesso à internet para cerca de 300.000 residências e pequenas empresas, em um país cujas áreas rurais permanecem amplamente desassistidas. O acesso confiável à internet é um fator chave para impulsionar a economia, facilitar os serviços públicos e criar novas oportunidades para a juventude.
"Graças a esse apoio, vamos expandir a cobertura da rede, aumentar sua resiliência e permitir que mais malianos se beneficiem das oportunidades oferecidas pela economia digital", afirmou Aboubakar Sadikhe Diop, diretor geral da Orange Mali, que conta com mais de 12 milhões de assinantes e é a principal operadora de telecomunicações do país.
Além da expansão da rede, o projeto visa reduzir a desigualdade digital. A Orange Mali se comprometeu a treinar em seus programas de competências digitais, até 2032, 70% de mulheres, uma iniciativa elogiada pela SFI como uma ferramenta essencial para aumentar a participação econômica das mulheres.
O projeto também planeja a gradual substituição dos geradores diesel da Orange Mali por sistemas movidos a energia solar. Essa mudança reduzirá as emissões anuais de CO₂ em mais de 8.000 toneladas, reforçando assim os esforços ambientais da operadora.
Este financiamento é a primeira concretização de um acordo assinado em maio de 2025 entre a SFI e a Orange Middle East and Africa (OMEA), que visa implantar infraestruturas digitais sustentáveis em oito países da África Ocidental e Central.
Sandrine Gaingne













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