Exportações de castanha de caju da Costa do Marfim aumentaram 52%, atingindo 72.000 toneladas em 2024, uma alta cinco vezes maior que em 2020
A renda gerada pelo país também aumentou, alcançando cerca de 249,1 bilhões de FCFA (440,5 milhões de dólares) em 2024, um aumento de 95% em relação a 2023.
A castanha de caju da Costa do Marfim é a terceira maior fonte de receita de exportações agrícolas, atrás do cacau e da borracha. Com o fortalecimento do segmento de transformação, a contribuição da castanha de caju na cadeia tem se reforçado nos últimos anos.
O volume de exportações de castanha de caju da Costa do Marfim cresceu 52%, atingindo 72.000 toneladas em 2024, de acordo com as últimas informações divulgadas pela Diretoria Geral de Alfândegas. Este número é cinco vezes maior do que o de 2020 (13.500 toneladas), confirmando a dinâmica de crescimento observada no setor nos últimos anos.
Este crescimento é principalmente devido ao fortalecimento da produção industrial no segmento de transformação. Os dados oficiais mostram que a produção local de castanha de caju na principal economia da África Ocidental mais do que triplicou, passando de 103.103 toneladas em 2020 para 344.000 toneladas em 2024. Não por acaso, o número de fábricas de transformação ativas no setor aumentou de 17 para mais de 35 entre 2016 e 2024, segundo o Ministério da Agricultura, impulsionado por investimentos públicos e privados.
Os principais operadores incluem a singaporeana Olam e sua compatriota Dorado Ivory, a vietnamita Quang Thien Imex, bem como muitos operadores locais, como Ecocajou, Eden Foods e Geppa Industries. Paralelamente ao aumento das exportações, a receita gerada também aumentou. Em 2024, a Costa do Marfim arrecadou cerca de 249,1 bilhões de FCFA (440,5 milhões de dólares) em receita com suas exportações de castanha de caju. O valor é 95% maior que o do ano anterior e seis vezes mais alto que o de 2020, que foi de 65,2 milhões de dólares.
Apesar desse progresso ao longo dos últimos cinco anos, as castanhas de caju representam apenas cerca de 30% da receita de exportação da cadeia de caju da Costa do Marfim, que chegou a quase 728,1 bilhões de FCFA em 2024. Na Costa do Marfim e na maioria dos países produtores africanos, a maior parte das exportações ainda consiste na matéria-prima bruta.
Desde o início de 2025, a cadeia tem visto a inauguração de novas fábricas de transformação, respectivamente em janeiro e setembro. A primeira, localizada em Attiengué e com capacidade de processamento de 45.000 toneladas por ano, é operada pela singaporeana Valency International, enquanto a segunda, com capacidade de processamento de 37.440 toneladas por ano e localizada em Oussou, é operada por sua compatriota Robust International.
Stéphanas Assocle













Egypt International Exhibition Center, Cairo