As importações de alimentos na África Subsaariana devem totalizar US$ 65 bilhões em 2025, de acordo com as últimas estimativas da FAO.
Isso representa um aumento de 4% em relação ao valor gasto pela região em 2024, marcando o terceiro ano consecutivo de crescimento.
A maioria dos países africanos são importadores líquidos de alimentos. Entre a crescente demanda e a volatilidade dos preços de algumas categorias de produtos no mercado internacional, o valor dessas importações continua a crescer.
Na África Subsaariana, espera-se que as importações de alimentos totalizem US$ 65 bilhões até o final de 2025. Essas são as últimas estimativas da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) em seu relatório semestral sobre Perspectivas Alimentares, publicado na quinta-feira, 13 de novembro. Se confirmada no final do ano, essa projeção representará um aumento de 4% em relação ao valor gasto pela região em 2024 (US$ 62,8 bilhões), marcando o terceiro ano consecutivo de crescimento.
Segundo a organização das Nações Unidas, os produtos de cereais (trigo, arroz, cevada, farinha de trigo) continuam sendo o principal gasto, com compras esperadas de US$ 21,9 bilhões, ou cerca de 34% do valor total das importações. Óleos comestíveis ocupam a segunda posição, seguidos por produtos do mar, açúcar e bebidas, que completam o top 5. Juntos, essas quatro últimas categorias de produtos alimentares devem representar compras totalizando US$ 23,4 bilhões.
É importante notar que, além dos grãos, açúcar e carne, os gastos com outras categorias de alimentos na África Subsaariana aumentaram de ano para ano, o que pode ser atribuído a vários fatores. A FAO destaca, por exemplo, que a fatura das importações de óleos e gorduras deve aumentar devido às tensões na oferta global de óleos vegetais, relacionadas principalmente com o lento crescimento esperado na produção de óleo de palma. A organização também esclarece que os gastos com produtos como peixe ou frutas e legumes irão aumentar, sustentados por uma demanda contínua em países com renda média e alta.
No geral, o aumento esperado nas despesas com importações de alimentos na África Subsaariana em 2025 está alinhado com a dinâmica global. O relatório prevê um aumento de quase 8% nas despesas globais com importações de alimentos (FIB), para US$ 2,22 bilhões em 2025, um novo recorde histórico.
Em termos absolutos, o aumento da FIB mundial é principalmente impulsionado pelos países de alta renda, devido ao aumento dos custos de importação de café e cacau. Por outro lado, o maior aumento anual em percentual é esperado nos países menos avançados (PMA), onde as despesas de importação de óleos animais e vegetais deverão aumentar até 58% em relação a 2024", destaca o relatório.
Na África Subsaariana, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Quênia e Costa do Marfim são os 5 principais países que mais gastam com importações de alimentos, de acordo com um relatório publicado pela CNUCED em julho.
Stephanas Assocle













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