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Camarões: Estado adquire 95% do capital da ENEO do fundo Actis por 137 milhões de dólares

Camarões: Estado adquire 95% do capital da ENEO do fundo Actis por 137 milhões de dólares
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2025

O Estado dos Camarões adquire 95% do capital da ENEO, principal fornecedora de eletricidade do país, do fundo britânico Actis por 78 bilhões de FCFA (137 milhões de dólares).
A aquisição visa a lançar reformas necessárias para a estabilização do sistema elétrico do país, que enfrenta desafios persistentes, incluindo atraso nos pagamentos e infraestrutura obsoleta.

O fundo de investimento britânico Actis comprou a Aes-Sonel, agora conhecida como ENEO, em 2014, assumindo todos os ativos do grupo americano AES Corporation (AES Sonel, Kpdc e Dpdc) no setor elétrico camaronês.

O Estado dos Camarões reassumiu o controle da ENEO, principal fornecedora de eletricidade do país, adquirindo 95% do seu capital do fundo britânico Actis, por um valor de 78 bilhões de FCFA (137 milhões de dólares). O acordo foi assinado na quarta-feira, 19 de novembro de 2025.

De acordo com o ministro camaronês da energia, Gaston Eloundou Essomba, essa retomada pelo Estado é um "pré-requisito indispensável" para o lançamento das reformas necessárias para estabilizar o sistema elétrico. De fato, o sistema elétrico camaronês enfrenta persistentes dificuldades. Atrasos nos pagamentos para produtores independentes, tais como Nachtigal, Kribi e Memve'ele, têm prejudicado toda a cadeia de produção e distribuição. Eles também geraram disputas com a Sonatrel, a operadora responsável pelo transporte, perturbando o fornecimento e retardando a modernização da infraestrutura.

Medidas para recuperar a situação

O governo prevê várias ações prioritárias. A primeira é refinanciar a dívida da ENEO, estimada em 800 bilhões de FCFA no final de 2024, para restaurar o fluxo de caixa e garantir os pagamentos aos produtores e fornecedores. Uma rigorosa disciplina em relação à faturação e cobrança será implementada, incluindo as administrações públicas, frequentemente apontadas por seus atrasos.

O governo também pretende expandir a base de clientes industriais. Com a implementação do segundo corredor energético em direção a Douala, a demanda poderia aumentar em 150 MW a partir de 2026, gerando cerca de 50 bilhões de FCFA em receita adicional.

Além disso, a luta contra fraudes, que representam cerca de 15% das perdas de rede (cerca de 60 bilhões de FCFA por mês), será intensificada. A generalização de medidores modernos, a regularização das ligações e um controle reforçado no local estão entre as medidas previstas.

Sandrine Gaingne


 

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