Togo e Moçambique assinam acordo para intensificar cooperação bilateral em cibersegurança e resiliência digital
O acordo tem quatro pilares: fortalecer a capacidade técnica e operacional,partilhar informações sobre ameaças e vulnerabilidades emergentes promover a troca de conhecimentos e melhores práticas e contribuir para o reforço da resiliência cibernética em ambos os países e na África como um todo.
A África está apostando cada vez mais na cibersegurança para acelerar sua transição digital. Nesse contexto, o fortalecimento dos dispositivos de proteção se torna um pilar central para garantir uma transformação digital mais segura e sustentável.
Moçambique e Togo querem fortalecer sua cooperação bilateral em cibersegurança e resiliência digital. As duas partes assinaram um acordo nesse sentido na segunda-feira, 17 de novembro, por ocasião do lançamento da 1ª Conferência da Semana Internacional de Cibersegurança de Moçambique, realizada em Maputo.
O documento identifica quatro eixos prioritários de cooperação: fortalecer capacidades técnicas e operacionais das CSIRT (equipes nacionais de resposta a incidentes de cibersegurança) dos dois países; partilhar informações sobre ameaças e vulnerabilidades emergentes; promover a troca de conhecimentos, experiências e boas práticas; e contribuir para o fortalecimento da resiliência cibernética do Moçambique, Togo e toda a região africana.
“Assinatura deste acordo reforça o compromisso de Moçambique de colaborar com outros países africanos para garantir um ciberespaço mais seguro, confiável e inclusivo”, disse Lourino Chemane (foto, à esquerda), presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de TIC de Moçambique (INTIC). Ele acrescentou que, num contexto global de ameaças digitais cada vez mais complexas e interconectadas, a colaboração e a troca de informações entre as CSIRT nacionais são essenciais para garantir uma ação eficaz e coordenada.
Esta parceria ocorre num contexto de interesse crescente dos países africanos pela cibersegurança, coincidindo com a aceleração da adoção das TIC e da transformação digital, o que está acompanhado por um aumento da cibercriminalidade. Togo e Moçambique estão entre os 21 países africanos (de um total de 72) que assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Cibercriminalidade, no final de outubro passado em Hanói, Vietnã. A Interpol estima que os incidentes de cibersegurança no continente resultaram em perdas financeiras superiores a $3 bilhões entre 2019 e 2024.
Nesse contexto, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) estima que os países devem investir significativamente em cibersegurança se quiserem aproveitar ao máximo os benefícios oferecidos pelas TIC.
Segundo o Índice Global de Cibersegurança, o Togo está no segundo nível (Tier 2), logo abaixo dos países considerados como referências na área. O país da África Ocidental se sai relativamente bem em termos de marco regulatório, cooperação, medidas organizacionais e desenvolvimento de capacidades, mas ainda precisa fortalecer suas medidas técnicas. Moçambique, por sua vez, está no terceiro nível, com margem de progressão nos campos da legislação, técnicas e desenvolvimento de capacidades. No entanto, obtém bons resultados em termos de medidas organizacionais e cooperação.
Isaac K. Kassouwi













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