O governo ganense negociou uma doação de US$ 9,5 milhões da Coreia do Sul para financiar a implementação de um projeto quinquenal voltado à reforçar as cadeias de valor agrícolas nas regiões do Centro e Volta.
Essa iniciativa pretende construir centros de processamento agrícola, programas de treinamento, fortalecer as competências dos agricultores, extensão rural e das pequenas e médias empresas, bem como desenvolver sistemas de comercialização mais eficazes.
No Gana, o setor agrícola contribui com 20% do PIB e emprega cerca de 35% da população ativa. Assim como na maioria dos países africanos, o governo depende de fontes de financiamento bilaterais para fortalecer seu sistema agroalimentar.
O governo ganense acaba de negociar a obtenção de uma doação de US$ 9,5 milhões da Coreia do Sul para financiar a implementação de um projeto quinquenal que visa reforçar as cadeias de valor agrícolas nas regiões do Centro e Volta.
Este projeto, intitulado "Fortalecimento da Cadeia de Valor da Agroindústria para o Desenvolvimento Econômico Local", foi assinado em um protocolo de entendimento na terça-feira, 18 de novembro, entre a Comissão Nacional de Planejamento do Desenvolvimento (NDPC) e a Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA).
De acordo com os responsáveis, a doação financiará a construção de centros de processamento agrícola, programas de treinamento e fortalecimento de capacidades para agricultores, extensão rural e pequenas e médias empresas (PMEs), assim como o desenvolvimento de sistemas de comercialização mais eficazes para melhorar o acesso aos mercados.
"Reforçar as cadeias de valor agroalimentares é essencial para aumentar a produtividade, reduzir as perdas pós-colheita e melhorar a segurança alimentar e nutricional. Esta parceria é um modelo de desenvolvimento integrado centrado na agroindústria, que beneficiará os agricultores, as empresas locais e as comunidades em todo o país", destaca a NDPC em um comunicado publicado em seu site.
Essa iniciativa acontece em um momento em que o governo reafirmou em outubro passado, sua vontade de isentar de impostos as importações de máquinas destinadas ao processamento de alimentos, com o objetivo de estimular investimentos neste segmento de atividade.
O desafio das autoridades em fazer da agroindústria uma alavanca para reduzir as perdas pós-colheita é ainda mais estratégico, pois estas perdas representam uma perda de receitas estimada em quase US$ 1,9 bilhão por ano no país, de acordo com dados oficiais.
Segundo o Sistema Africano de Informação sobre Perdas Pós-colheita (APHLIS), as perdas pós-colheita afetaram cerca de 18% das safras de milho (o principal cereal cultivado e consumido) nas regiões do Centro e Volta em 2022.
Stéphanas Assocle













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