Criada em 2025, a Banque Confédérale pour l’Investissement et le Développement da Aliança dos Estados do Sahel (BCID-AES) tinha posteriormente lançado oficialmente as suas atividades, sem, no entanto, anunciar o nome dos seus dirigentes.
A Confederação dos Estados do Sahel (AES) designou o professor Balibié Serge Auguste Bayala (foto) como presidente da Banque Confédérale pour l’Investissement et le Développement (BCID-AES), a instituição financeira comum ao Burkina Faso, ao Mali e ao Níger. Torna-se assim o primeiro dirigente desta banca, criada em 2025 para apoiar as prioridades económicas dos Estados membros, através da mobilização de recursos soberanos e do financiamento de projetos considerados estratégicos pela AES.
O professor Bayala terá como principal missão lançar as bases operacionais da banca, assegurar a sua credibilidade financeira e institucional e mobilizar os recursos necessários ao financiamento das prioridades económicas da Confederação. Caber-lhe-á igualmente definir uma estratégia de investimento coerente, capaz de responder às necessidades dos Estados membros, garantindo simultaneamente uma gestão rigorosa e sustentável dos fundos.
Um perfil técnico e estratégico
O seu perfil responde às exigências técnicas e estratégicas inerentes à criação de uma instituição desta natureza. Professor universitário e especialista em gestão financeira, acumula mais de vinte anos de experiência na governação de instituições públicas e regionais, na estruturação de mecanismos de financiamento e na condução de reformas organizacionais. O seu percurso combina ensino, regulação e gestão.
No Burkina Faso, contribuiu para a criação de um estabelecimento público orientado para canalizar a poupança para o investimento produtivo, reforçando a arquitetura financeira nacional. Exerceu igualmente funções no Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), onde liderou programas de formação e de reforço de capacidades, consolidando o seu conhecimento das políticas monetárias e financeiras da sub-região.
A sua experiência inclui ainda a direção de instituições regionais de formação e a participação em missões de peritagem à escala internacional, conferindo-lhe uma visão estratégica valiosa para liderar a nova banca confederal. Uma experiência que colocará ao serviço da presidência desta nova instituição, dotada de um capital inicial de 500 mil milhões de francos CFA (cerca de 900 milhões de dólares).
A BCID-AES foi concebida para se tornar um instrumento estruturante do desenvolvimento regional. Tem como missões financiar infraestruturas estratégicas, apoiar a industrialização, mobilizar recursos internos e regionais e promover projetos integradores com elevado impacto económico e social. Ao colocar a banca sob a direção de um técnico experiente, a AES pretende reforçar a soberania financeira do seu espaço e consolidar as bases de um crescimento sustentável e inclusivo.
Sandrine Gaingne













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