Aruwa Capital Fund II visa PMEs na Nigéria e no Gana. A operação deverá ser apoiada por um mecanismo concessional destinado a atrair mais investidores privados.
A Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Grupo Banco Mundial dedicado ao setor privado, planeia investir até 8 milhões de dólares no Aruwa Capital Fund II (ACF II), um veículo de capital de risco focado em pequenas e médias empresas (PMEs) na Nigéria e no Gana, segundo informações divulgadas pela instituição. O fundo deverá investir principalmente na Nigéria, alocando até 20 % dos seus compromissos ao Gana.
Atualmente à espera de aprovação, o projeto deverá ser submetido ao conselho de administração em 11 de março de 2026. O fundo, gerido pela AR Capital, empresa registada em Maurícia, tem como objetivo atingir um tamanho-alvo de 50 milhões de dólares, com um teto fixado em 60 milhões. O investimento previsto pela IFC estará limitado a 20 % dos compromissos totais.
Estratégia de investimento
O Aruwa Capital Fund II planeia investir entre 1 e 3 milhões de dólares por projeto inicial em PMEs em fase de crescimento. Adota uma abordagem que privilegia empresas com forte impacto na inclusão das mulheres, particularmente nos setores de bens de consumo, energia limpa, serviços financeiros e saúde.
Segundo a IFC, o projeto poderá beneficiar do guiché de capital concessional IDA21 – “Concessional Capital Window”, no montante de 3 milhões de dólares sob a forma de co-investimento subordinado. Este mecanismo de “blended finance” (finança mista) visa mobilizar capitais privados para segmentos considerados de risco ou insuficientemente atendidos.
Contexto de mercado
O mercado de capital de risco para PMEs em fase inicial continua limitado na África Ocidental, sublinha a instituição. A Aruwa Capital, gestora baseada na Nigéria e liderada por uma equipa feminina, foca-se em empresas com elevado potencial, frequentemente negligenciadas por investidores tradicionais.
O nível de concessionalidade associado ao co-investimento é estimado em 0,9 % do custo total do projeto, avaliado em 60 milhões de dólares.
Fiacre E. Kakpo












