Em setembro de 2025, a Chevron, operadora do campo petrolífero de Aseng, anunciou o compromisso de investir fundos para desenvolver o projeto de gás destinado à exploração dos recursos gasíferos associados a este campo produtor.
A Guiné Equatorial e a companhia petrolífera norte-americana Chevron assinaram um acordo relativo ao projeto Aseng Gas, que prevê um aumento da participação da empresa petrolífera estatal GEPetrol. Segundo informações publicadas na sexta-feira, 30 de janeiro, pelo órgão oficial Guinea Ecuatorial Press, a participação da GEPetrol passará de 5 % para 32,55 %.
Esta operação permite à empresa pública reforçar a sua posição na exploração do gás associado ao campo de Aseng, que já se encontra em produção. De acordo com o texto assinado em Malabo entre representantes do Governo da Guiné Equatorial e da Chevron, a multinacional assegurará o financiamento do aumento da participação da GEPetrol no projeto. Não foi anunciada qualquer alteração ao papel da Chevron enquanto operadora do campo.
Segundo o Ministério das Minas e dos Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, o gás abrangido pelo projeto Aseng Gas deverá ser valorizado através das infraestruturas gasíferas existentes no país.
O acordo assinado insere-se nas iniciativas em curso destinadas a desenvolver os recursos gasíferos nacionais, cujas reservas provadas são estimadas em 39 mil milhões de metros cúbicos pelo Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF). De acordo com Antonio Oburu Ondo, ministro das Minas e dos Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, o projeto Aseng Gas «abrirá caminho a outros projetos de gás no país e garantirá o abastecimento de gás para as próximas décadas».
Um desenvolvimento gasífero apoiado por compromissos financeiros
Em setembro de 2025, a Agence Ecofin indicou que o Governo da Guiné Equatorial e a Chevron anunciaram um acordo avaliado em cerca de 690 milhões de dólares para o desenvolvimento do gás associado ao campo petrolífero de Aseng, situado no bloco offshore I do país. Este acordo visa financiar os trabalhos necessários ao tratamento do gás extraído do campo e ao abastecimento das infraestruturas existentes de liquefação de gás natural em Punta Europa.
Num comunicado divulgado aquando da assinatura, as autoridades equato-guineenses já tinham indicado que a Chevron asseguraria este financiamento na qualidade de operadora do projeto, sem qualquer alteração do seu estatuto de operadora principal.
Paralelamente, em janeiro de 2026, o Ministério das Minas e dos Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial declarou estar à procura de financiamentos externos para apoiar a produção petrolífera e gasífera do país. O Governo indicou ter iniciado negociações com várias casas de comércio internacionais com vista à mobilização de cerca de 300 milhões de dólares, através de acordos de pré-financiamento garantidos por futuras entregas de petróleo bruto e de gás natural liquefeito (GNL).
Segundo pormenores avançados por vários meios de comunicação internacionais, estes fundos destinam-se a manter e a estimular as capacidades de produção de petróleo e de gás, que têm registado um declínio ao longo da última década.
Abdel-Latif Boureima













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