Ethiopian Investment Holdings (EIH) anuncia acordo com a empresa russa Rusal para a construção de uma fundição de alumínio com capacidade anual de 500.000 toneladas na Etiópia.
O projeto, que exigirá um investimento de 1 bilhão de dólares para sua primeira fase, pode posicionar a África com uma nova grande fábrica de produção deste metal essencial para os setores de transporte, eletricidade e construção.
O alumínio, obtido por meio da eletrólise da alumina, que por sua vez vem do refino da bauxita, representa uma importante potencialidade para a África, especialmente para países como a Guiné, embora a produção do metal ainda esteja concentrada em poucas fundições.
Na sexta-feira, 14 de novembro, o Ethiopian Investment Holdings (EIH) anunciou a assinatura de um acordo com a empresa russa Rusal para a construção de uma fundição de alumínio com capacidade anual de 500.000 toneladas no país.
Com um investimento previsto de 1 bilhão de dólares para a sua primeira fase, essa iniciativa pode, em última instância, levar a uma nova grande fábrica de produção de alumínio para a África, metal essencial para os setores de transporte, eletricidade e construção.
De acordo com dados do US Geological Survey, em 2023, 60% da produção mundial de alumínio vinha da China, seguida por outros países como a Índia, a Rússia e o Canadá. Na África, a produção ainda é limitada, concentrada nas grandes fundições locais, mesmo que a região abrigue alguns produtores de bauxita, matéria-prima do alumínio, como a Guiné.
Alguns projetos notáveis incluem a Hillside (África do Sul) e Mozal (Moçambique), as primeira e segunda maiores fundições de alumínio do continente, respectivamente, ambas operadas pela South32. Se somarmos a capacidade de outros projetos de porte médio, como a fundição egípcia Egyptalum e a usina VALCO de Gana, a produção de alumínio do continente apresenta um panorama diversificado.
Com este projeto na Etiópia, a Rusal busca reforçar essa gama de ativos produtivos, contribuindo ao mesmo tempo para a produção africana. A empresa planeja desenvolver o projeto em um período de 3 a 4 anos, com uma vida útil estimada de até 50 anos.
As duas entidades ainda precisam discutir sobre a implementação do projeto com a possibilidade de formalizar a parceria. Estudos preliminares, incluindo um estudo de viabilidade, também estão sendo planejados para este fim.
O anúncio deste projeto acontece em um momento de expansão para o mercado de alumínio. De acordo com o International Aluminium Institute (IAI), a demanda global aumentará quase 40% até 2030, com o setor precisando produzir um adicional de 33,3 milhões de toneladas de alumínio para atender à demanda.
Aurel Sèdjro Houenou













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