Exportações de lítio no Zimbábue atingiram US$ 386,9 milhões entre janeiro e fim de setembro, uma queda anual de 11%
A redução dos preços do lítio ocorre em um período de crescimento do setor no país, impulsionado principalmente por investimentos chineses
Graças a uma série de investimentos, em sua maioria chineses, a indústria do lítio está em plena expansão no Zimbábue. Contudo, essa aceleração coincide com uma queda sustentada no preço do metal, impactando negativamente a receita do país.
No Zimbábue, as exportações de lítio renderam US$ 386,9 milhões entre janeiro e o final de setembro, representando uma queda anual de 11%. Segundo relatório da Reuters, citando a Minerals Marketing Corporation of Zimbabwe (MMCZ) na sexta-feira, 14 de novembro, o declínio é atribuído à queda constante dos preços do metal, apesar de olhar as exportações ao longo do ano, estas tenham aumentado 27% no período analisado.
"Apesar do aumento no volume, o valor das exportações caiu 11%, de US$ 432,4 milhões em 2024 para US$ 386,9 milhões em 2025, principalmente devido à queda dos preços internacionais do spodumene", explica a MMCZ.
De acordo com Fastmarkets, os preços do lítio continuam em queda, após um recuo de mais de 80% entre março de 2023 e 2024. Essa situação, causada por uma oferta excessiva, afeta a receita dos participantes do mercado, como evidencia o caso zimbabuano, o maior produtor de lítio na África.
No momento, não se sabe se essa situação condiz com as previsões do Zimbábue para o setor de lítio em 2025. Lembramos que um plano revelado em 2019 previa uma contribuição anual de $ 500 milhões de dólares para o lítio nas receitas de mineração a partir de 2023. Enquanto isso, o Zimbábue continua recebendo novos investimentos que podem aumentar sua produção.
Em julho passado, a Kuvimba Mining anunciou que planeja iniciar a construção de uma nova mina em Sandawana, com inauguração prevista para 2027. Essa iniciativa surge em um contexto no qual a Agência Internacional de Energia (AIE) indica que serão necessárias aproximadamente 55 minas adicionais para atender à demanda global por lítio até 2035, devido à importância do metal para a transição energética.
Aurel Sèdjro Houenou













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