A cartografia geofísica aerotransportada e geológica é um componente essencial para a exploração mineral e a gestão ambiental. As autoridades da República Democrática do Congo (RDC) investiram milhões de dólares para estabelecer uma cartografia geofísica completa do país, com o objetivo de melhorar as capacidades de exploração e a governança dos dados geocientíficos.
Um mês após a assinatura de um contrato de 297,8 milhões de dólares com o Ministério das Minas, o Xcalibur Multiphysics Group está se preparando para iniciar a segunda fase do projeto de cartografia geofísica aerotransportada e geológica na RDC.
Reunião de lançamento
O ministro das Minas, Louis Watum Kabamba, presidiu no dia 23 de fevereiro a primeira reunião do comitê de monitoramento do projeto, com a presença dos representantes da Xcalibur. Esta reunião teve como objetivo discutir as orientações técnicas, o cronograma de execução e os pré-requisitos para o início, incluindo a mobilização de equipamentos, a conformidade administrativa e o cumprimento dos procedimentos estabelecidos, embora esses detalhes não tenham sido divulgados.
O comitê de monitoramento, criado para supervisionar o andamento do programa, será responsável por garantir o início efetivo dos trabalhos, o cumprimento das normas financeiras e a contratação de um consultor independente para o controle de qualidade. Também está prevista uma campanha de sensibilização para garantir a transparência e o entendimento do projeto.
Objetivos e alcance do projeto
A fase B do projeto tem como objetivo modernizar a cartografia geológica nacional, reforçar a governança dos dados geocientíficos, reduzir o risco exploratório e fortalecer as capacidades técnicas locais. O programa, com duração prevista de três anos, cobrirá mais de 700.000 km², abrangendo as províncias de Kasaï, Kwango, Kongo-Central e Katanga.
A fase B incluirá levantamentos geofísicos detalhados nas áreas identificadas na fase A, bem como investigações aprofundadas sobre as anomalias geofísicas detectadas. Serão realizados levantamentos magnéticos, radiométricos e gravimétricos em diversas partes do país, incluindo para explorar recursos de gás e petróleo na Cuvette Central. Também está prevista uma cartografia geológica e geoquímica detalhada para aprimorar o conhecimento do subsolo do país.
Reforço das capacidades e operações aéreas
O projeto também inclui um componente de reforço das capacidades, com a implementação completa de um sistema de informação geográfica (SIG) para a valorização dos dados coletados e a construção de um laboratório para análises químicas e metalúrgicas.
Na parte operacional, a Xcalibur planeja cobrir mais de 2,7 milhões de quilômetros lineares com linhas de voo espaçadas em 250 metros, a fim de produzir dados geofísicos de alta resolução sobre áreas geologicamente diversificadas. A empresa pretende mobilizar entre seis a oito aeronaves para a realização deste projeto. Durante a estação seca, um avião equipado com o sistema Tempest será utilizado para percorrer mais de 300.000 quilômetros lineares de dados eletromagnéticos, com espaçamento de 2,5 quilômetros entre as linhas.
Plataforma de inteligência artificial para análise de dados
Todos os dados coletados, tanto aéreos quanto terrestres, serão integrados na plataforma XENAI do Xcalibur Smart Mapping, uma plataforma de inteligência artificial. Esta plataforma permitirá o acesso seguro a conjuntos de dados geocientíficos multicamadas e a aplicação de algoritmos avançados de análise e aprendizado automático.
O objetivo final é produzir relatórios de interpretação e prospectividade, identificar alvos geológicos prioritários e fornecer uma base factual para o planejamento nacional e a promoção de investimentos responsáveis. Os dados produzidos permanecerão sob a propriedade do Serviço Geológico e do governo congolego, que determinarão as formas de uso e divulgação.
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