Tunísia e Indonésia planejam firmar Acordo Comercial Preferencial (ACP) voltado a produtos agrícolas e alimentícios até janeiro de 2026
Tunísia espera diversificar mercados para o óleo de cozinha, além de elevar competitividade em relação a outros concorrentes nos produtos-alvo do acordo
Na Tunísia, as exportações agrícolas e alimentares representam menos de 15% da receita total do país proveniente de exportações de bens e serviços. O governo busca novas oportunidades comerciais com parceiros para melhorar o desempenho do setor de exportação.
Tunísia e Indonésia planejam assinar um Acordo Comercial Preferencial (ACP) em relação a produtos agrícolas e alimentares até janeiro de 2026. A informação foi divulgada pelo jornal Jakarta Globe em 25 de novembro, citando o ministro do Comércio da Indonésia, Budi Santoso, que afirmou que as negociações estão praticamente concluídas.
Vale mencionar que um ACP é um arranjo entre dois países ou grupos de países que se propõe a facilitar as trocas comerciais, concedendo vantagens tarifárias ou administrativas para determinadas mercadorias. Nessa futura parceria, a Tunísia deve conceder tratamento preferencial para óleo de palma, bananas, cacau, pescado congelado e fios têxteis originários da Indonésia.
Em contrapartida, Jakarta se compromete a reduzir as tarifas de importação sobre uma ampla gama de produtos tunisianos, de crustáceos a tâmaras. No geral, o acordo visa a beneficiar ambos os países ao melhorar a competitividade de seus operadores com relação a concorrentes para os produtos-alvo.
A implementação do acordo também deverá impulsionar as ambições do segmento de exportações de azeite de oliva da Tunísia para 2025/2026. Em outubro passado, o governo tunisiano expressou sua intenção de diversificar seus mercados para o óleo de cozinha além de seus destinos tradicionais, focando na Ásia e na América do Sul para escoar o excedente de produção esperado.
Por exemplo, em 2024, a Indonésia importou quase 21 milhões de dólares em azeite de oliva, dos quais apenas 1% veio da Tunísia, que luta para se estabelecer neste mercado devido à concorrência da Itália, Espanha, Egito e Turquia, de acordo com dados compilados na plataforma Trade Map.
Além disso, o país também pode aproveitar oportunidades para outros produtos alimentares. De acordo com os dados compilados pela UNCTAD, a Indonésia importou, em média, quase 23,3 bilhões de dólares em produtos alimentares por ano entre 2021 e 2023.
Stéphanas Assocle













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