Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Longonjo: eis os investidores por detrás da futura primeira mina de terras raras de Angola

Longonjo: eis os investidores por detrás da futura primeira mina de terras raras de Angola
Segunda-feira, 2 de Março de 2026

Em maio de 2025, a empresa mineira britânica Pensana anunciou o lançamento dos primeiros trabalhos de construção do seu projeto de terras raras Longonjo, em Angola. O objetivo é torná-lo, até 2027, na primeira mina de exploração destes metais estratégicos no país da África Central.

Já identificado como uma fonte alternativa ao circuito chinês de terras raras, o projeto Longonjo continua a avançar. A entrada em produção, prevista para 2027, assenta nos esforços da empresa britânica Pensana, que angariou 100 milhões de dólares em dezembro de 2025 para acelerar os trabalhos. O sucesso deste projeto será determinante tanto para o operador e os seus parceiros como para o Estado angolano, que detêm, respetivamente, 84% e 10% das participações nesta primeira mina de terras raras do país.

Interesses angolanos bem representados

Os interesses angolanos no projeto Longonjo materializam-se não só através da participação direta do Estado, com 10% na futura mina, mas também através da sua posição no capital da Pensana. Com efeito, Luanda é o principal acionista da empresa, com 29,1% das ações detidas através da ASF Yova Mining Holding, uma subsidiária do fundo soberano angolano FSDEA. Esta dupla participação confere ao Estado uma posição decisiva relevante no projeto, permitindo-lhe igualmente beneficiar de eventuais dividendos distribuídos aos acionistas.

Paralelamente, outros intervenientes participam no projeto Longonjo, nomeadamente parceiros angolanos que completam o capital com 6% das participações. À semelhança de Angola, através do FSDEA, investidores britânicos também estão expostos ao projeto enquanto acionistas da Pensana, cujas ações estão atualmente cotadas na London Stock Exchange (LSE).

Trata-se de Vidacos Nominees Limited (14%), State Street Nominees (10,3%), Interactive Brokers Limited (7%) e Hargreaves Lansdown (3,1%). Estas sociedades privadas figuram legalmente como detentoras das ações, mas por conta dos beneficiários efetivos. Outros intervenientes, nomeadamente norte-americanos, poderão juntar-se a este grupo nos próximos meses, numa altura em que a Pensana procura alargar a sua base de investidores através de uma cotação no Nasdaq.

Um ativo estratégico num mercado-chave

Enquanto a China mantém uma posição dominante na oferta mundial de terras raras, projetos como o de Longonjo suscitam particular atenção, sobretudo entre os países ocidentais que procuram diversificar as suas fontes de abastecimento. Além disso, face à forte procura prevista para estes metais estratégicos no contexto da transição energética, a entrada em produção desta futura mina será determinante para as suas partes interessadas.

Na linha da frente destas dinâmicas, Angola apoia ativamente o projeto, tendo disponibilizado 25 milhões de dólares através do FSDEA para lançar a construção em maio de 2025. O objetivo é desenvolver uma mina com capacidade para produzir 20 000 toneladas de carbonato misto de terras raras (MREC), com a ambição de duplicar este volume para 40 000 toneladas numa fase posterior de expansão. A vida útil prevista da exploração é de 20 anos.

Para além dos ganhos associados às suas diferentes participações, o Estado angolano poderá igualmente beneficiar de royalties sobre as futuras receitas de Longonjo, bem como de outras contribuições, nomeadamente o imposto sobre os lucros.

Aurel Sèdjro Houenou

 

Sobre o mesmo tema

O grupo prevê aumentar a sua capacidade de produção até 2030, com uma produção estimada superior a 50 GWh por ano. A eletricidade produzida será injetada...

Face ao novo limiar de capital fixado pela COBAC na CEMAC, a BGFI Holding coordena um reforço dos seus fundos próprios ao nível da holding e das filiais....

Este desempenho foi impulsionado pela redução do custo do risco. O ambiente internacional, ainda marcado por tensões geopolíticas e incertezas...

Através desta operação, conduzida por vários intermediários financeiros, incluindo Meristem Securities e Stanbic IBTC Stockbrokers, o grupo liderado por...

MAIS LIDOS
01

Enquanto os seus projetos de gás, que estiveram paralisados durante vários anos, entraram numa dinâm…

Moçambique: o governo formaliza a criação de uma empresa de logística do gás.
02

Enquanto aguarda a mobilização dos financiamentos necessários para o início das obras de construção,…

Cobre/zinco: Orion visa 11 milhões de dólares para avançar rumo a uma nova mina na África do Sul
03

O fundo soberano mineiro burquinabê será financiado pelas receitas adicionais geradas pela subida do…

O Burkina Faso cria um fundo soberano mineiro para financiar projetos estruturantes a partir de 2027.
04

A Tanzânia afirma-se como o segundo maior produtor africano de mel, depois da Etiópia. Tal como na m…

A Tanzânia aposta no reforço de competências para impulsionar a sua produção de mel.

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.