A Tanzânia afirma-se como o segundo maior produtor africano de mel, depois da Etiópia. Tal como na maioria dos países do continente, a apicultura baseia-se sobretudo em sistemas tradicionais, e o défice de competências dos criadores limita o potencial da fileira.
Na Tanzânia, o governo prevê formar mais de 3 000 apicultores durante o exercício orçamental de 2026/2027, com o objetivo de melhorar o desempenho do setor do mel. O anúncio foi feito por Daniel Pancrasi, diretor interino do departamento de Florestas e Apicultura do Ministério dos Recursos Naturais e Turismo, durante um encontro com os intervenientes da fileira organizado na região de Tabora.
Segundo informações divulgadas pelo meio de comunicação local Daily News a 21 de maio, esta iniciativa será acompanhada também pela distribuição de 11 000 colmeias modernas aos produtores. Concretamente, as formações incidirão sobre técnicas modernas de apicultura, melhoria da qualidade dos produtos da colmeia e a sua valorização comercial.
A medida insere-se na continuidade dos esforços de Dodoma para modernizar o setor e aumentar a produção local de mel. «Durante o exercício 2025/2026, o governo tinha fornecido um total de 9 215 colmeias e formado 4 934 apicultores através de diversos cursos sobre apicultura moderna», explicou Pancrasi.
No país da África Oriental, o potencial apícola ainda está largamente por explorar. Segundo estimativas da Agência dos Serviços Florestais da Tanzânia, o país tem capacidade para produzir 52 000 toneladas de mel por ano. Em comparação, dados compilados pela FAO indicavam uma produção de 32 000 toneladas em 2024.
Para além de satisfazer a procura interna, a exploração deste potencial representa também uma oportunidade comercial importante, sobretudo porque o mel está a ganhar cada vez mais relevância como fonte de receitas de exportação no país.
De acordo com dados do Ministério dos Recursos Naturais, as exportações tanzanianas de mel natural aumentaram 67,82% num ano, passando de 951 toneladas em 2024 para 1 596 toneladas em 2025. Paralelamente, as receitas geradas cresceram 68,4%, atingindo 19,2 mil milhões de xelins (7,37 milhões de dólares) no mesmo período.
Stéphanas Assocle













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