Após a receção da sede na Nigéria, a Organização dos Produtores Africanos de Petróleo (APPO) inicia as últimas etapas antes da entrada em operação do banco. A constituição do conselho de administração e o recrutamento da equipa de gestão constituem as etapas finais.
O projeto do Banco Africano de Energia (BAE) atingiu um marco decisivo com a receção, na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, da sua sede provisória na Nigéria, por Mamadou Sangafowa-Coulibaly, ministro marfinense das Minas e do Petróleo e presidente em exercício da APPO.
Este avanço marca a entrada da instituição numa fase quase operacional. As próximas ações incluem a constituição do conselho de administração e o recrutamento da equipa de gestão do banco. O objetivo é iniciar as atividades em junho de 2026. O calendário depende agora da finalização dos procedimentos administrativos e institucionais, sendo necessário que os Estados-membros e parceiros técnicos acelerem estas etapas para cumprir o prazo anunciado.
Um instrumento financeiro focado na energia
O BAE terá um capital inicial de 500 milhões de dólares, representando 10% do objetivo final, destinado a financiar as primeiras operações do banco. A longo prazo, a verba deverá atingir 5 mil milhões de dólares.
Vários países já realizaram contribuições através da Africa Energy Investment Corporation (AEICORP), a instituição financeira criada pelos membros da APPO. A Costa do Marfim transferiu mais de 20 milhões de dólares em dezembro de 2025. A Nigéria, Angola e Gana também contribuíram. Novas contribuições são esperadas durante uma cimeira prevista para o primeiro semestre de 2026.
Para os Estados produtores, o principal desafio reside no acesso ao financiamento necessário para implementar projetos energéticos. O banco atuará em toda a cadeia de valor do setor, cobrindo exploração, produção, transformação e comercialização de hidrocarbonetos, apoiando também projetos de energias renováveis. Assim, posicionar-se-á como uma instituição de desenvolvimento dedicada ao financiamento do setor energético africano.
A quatro meses do lançamento das atividades, a prioridade passa a ser mobilizar o capital restante e selecionar os primeiros projetos a financiar.
Chamberline Moko












