Kinshasa confiou à Rothschild & Cie uma missão de consultoria estratégica de 2 milhões de euros para preparar a sua primeira emissão de eurobond, prevista para 2026, com o objetivo de levantar cerca de 750 milhões de dólares nos mercados internacionais.
O governo da República Democrática do Congo atribuiu o contrato a Rothschild & Cie, com uma remuneração de 500 000 euros por trimestre ao longo de doze meses, em regime de adjudicação direta justificado pela “urgência” do projeto, segundo documento oficial consultado pela Agência Ecofin.
Esta missão faz parte da preparação da entrada da RDC nos mercados internacionais de capitais, uma operação inédita para o país. Os fundos captados deverão financiar projetos estratégicos de infraestruturas nos setores de transportes, energia e conectividade, num contexto em que as necessidades de financiamento da RDC são estimadas em cerca de 3 mil milhões de dólares para 2026.
A operação será estruturada por Citigroup, com apoio local do Rawbank, enquanto Rothschild atuará como consultor financeiro na preparação e estruturação da emissão.
Para as autoridades congolesas, o objetivo vai além da simples captação de fundos: pretende-se também avaliar o apetite de investidores internacionais e criar bases para um acesso regular aos mercados obrigacionistas. O ministro das Finanças declarou que há planos de emitir vários eurobonds no futuro.
O contexto macroeconómico é relativamente favorável, com inflação controlada em torno de 2% e uma dívida/PIB estimada entre 18% e 20%, uma das mais baixas de África. Contudo, como emissor iniciante com classificação especulativa, a RDC poderá ter de oferecer rendimentos de dois dígitos para atrair investidores.
Fiacre E. Kakpo













Bamako