A operação estratégica permite ao banco nigeriano não só cumprir as novas exigências rigorosas do Banco Central, como também regressar ao restrito grupo de empresas com capitalização bolsista superior a um trilião.
Trata-se de uma etapa importante alcançada pelo Fidelity Bank na corrida à recapitalização do setor bancário nigeriano. Na sexta-feira, 24 de abril, o banco revelou os resultados finais da sua colocação privada, envolvendo 14,8 mil milhões de ações ordinárias.
Após a análise do Banco Central da Nigéria (CBN), foram finalmente atribuídos 12,97 mil milhões de títulos ao preço de 17,50 nairas, num montante total de 227,05 mil milhões de nairas (167,4 milhões de dólares).
Uma taxa de subscrição inicial de 113,4%
A operação suscitou um forte interesse por parte dos investidores institucionais, com uma taxa de subscrição inicial de 113,4%. No entanto, o rigor do processo de verificação de capitais imposto pelo regulador levou à exclusão de vários dossiês. Das 20 candidaturas recebidas, 14 foram integralmente validadas, enquanto 5 foram rejeitadas, correspondendo a cerca de 3 mil milhões de ações.
No final, a taxa de subscrição efetiva fixou-se em 87,7%. Esta estrutura de alocação revela uma estratégia deliberadamente orientada para investidores de grande dimensão, sendo que as subscrições superiores a 2 mil milhões de ações representaram a maior fatia da operação. Os fundos não validados serão reembolsados a partir desta segunda-feira, 27 de abril.
O patamar dos 500 mil milhões de nairas ultrapassado
Para o Fidelity Bank, trata-se de responder ao novo quadro regulamentar da CBN, que impõe aos bancos com licença internacional um capital mínimo de 500 mil milhões de nairas.
Ao somar esta operação às anteriores fases de recapitalização (nomeadamente a oferta pública e a emissão de direitos de 2024), o Fidelity Bank vê os seus fundos próprios (capital e prémios de emissão) aumentarem para 532,55 mil milhões de nairas. Uma margem de segurança que coloca a instituição acima do limiar regulamentar do Banco Central.
Regresso ao clube das empresas acima de um trilião
A reação dos mercados não se fez esperar. Na Bolsa de Lagos (NGX), a ação do Fidelity Bank encerrou em alta de 1,3%, a 22,30 nairas. Desde o início do ano, o título regista uma valorização robusta de 17,37%, sinal de uma renovada confiança dos investidores, apesar de uma ligeira queda dos lucros no terceiro trimestre de 2025.
Mais simbólico ainda, esta operação eleva a capitalização bolsista do banco para 1,12 triliões de nairas. O Fidelity Bank regressa assim ao prestigiado grupo dos «SWOOT» (Stocks Worth Over One Trillion), estes gigantes cotados no mercado nigeriano cuja capitalização ultrapassa o trilião de nairas.
Na Nigéria, 33 instituições conseguiram cumprir as novas exigências de fundos próprios da CBN, no final de uma corrida contra o tempo que terminou a 31 de março de 2026. Um verdadeiro maratona financeira que permitiu mobilizar cerca de 4.650 mil milhões de nairas (aproximadamente 3,4 mil milhões de dólares) em dois anos.
Fiacre E. Kakpo












