2025 marcou um ponto de viragem para a Ecobank Costa do Marfim. Num contexto económico caracterizado por um crescimento sustentado, mas confrontado com necessidades crescentes de financiamento, o banco evoluiu na intersecção de várias dinâmicas: celebração dos 40 anos do Grupo, continuação da transformação digital e desejo de ampliar o seu papel no financiamento da economia real.
Ao longo de 2025, a filial marfinense do Grupo pan-africano Ecobank manteve uma trajetória com o objetivo de consolidar os seus fundamentos financeiros, ao mesmo tempo que expandia o seu campo de atuação sectorial. PME, agricultura, indústria local, empreendedorismo feminino: tantos territórios investidos à medida que o banco refinava o seu posicionamento, entre prudência bancária e dinamismo económico. Um olhar sobre um ano de consolidação para a Ecobank Costa do Marfim.
Apoiar as PME e o investimento produtivo
Desde o início do ano, a Ecobank Costa do Marfim reforçou o seu posicionamento em favor das pequenas e médias empresas. Em janeiro, foi estabelecida uma parceria com a Sociedade de Garantia de Créditos às PME (SGPME), para facilitar o acesso ao financiamento bancário para um segmento frequentemente confrontado com restrições de garantias.
Em fevereiro, o banco participou no financiamento da instalação de uma fábrica farmacêutica liderada pelo grupo Farah, juntamente com outras instituições bancárias. O objetivo declarado foi contribuir para a redução da dependência das importações de medicamentos e apoiar o surgimento de uma indústria farmacêutica local, num país onde a fatura das importações continua elevada.
No mesmo período, foram lançadas várias iniciativas nos setores agrícola e imobiliário, com ações de formação e sensibilização dirigidas aos empreendedores, visando estruturar melhor as cadeias de valor.
Março, mês do financiamento feminino
O mês de março concentrou várias iniciativas voltadas para a autonomia económica das mulheres. A Ecobank Costa do Marfim lançou uma versão reforçada do seu programa ELLEVER, que combina acesso ao financiamento, acompanhamento não financeiro e mentoria.
Além disso, o banco lançou o primeiro «Gender Bond» do espaço UEMOA, uma emissão obrigacionista de 10 mil milhões de FCFA (18,2 milhões de dólares) dedicada ao financiamento de empresas detidas ou geridas por mulheres. A operação, concluída em menos de 48 horas, representa uma inovação no mercado financeiro regional e demonstra o interesse crescente dos investidores por instrumentos de impacto social.
Resultados financeiros e evolução da governação
Em abril, a Assembleia Geral anual confirmou a boa performance dos indicadores financeiros. O produto líquido bancário superou 122 mil milhões de FCFA, em crescimento face ao ano anterior, enquanto o resultado líquido ultrapassou os 57 mil milhões de FCFA. Os acionistas aprovaram a distribuição de dividendos correspondentes a 77% do resultado líquido.
A nível institucional, o ano também foi marcado por uma mudança na presidência do conselho de administração, com o fim do mandato de Michel Aka-Anghui e a nomeação de Serge Thiémélé, garantindo continuidade estratégica.
Agricultura, digital e eficiência operacional
A partir de maio, a Ecobank Costa do Marfim reforçou o seu compromisso com a agricultura, setor-chave da economia marfinense. Por ocasião do Salão Internacional da Agricultura e Recursos Animais (SARA), o banco oficializou o lançamento do seu escritório Agribusiness, destinado a estruturar o financiamento das cadeias agrícolas.
No domínio tecnológico, 2025 confirmou a importância da digitalização na estratégia bancária. A filial marfinense foi reconhecida pelos seus esforços na transformação digital, enquanto internamente foi criado um Centro de Excelência de Crédito para reduzir os prazos de processamento dos pedidos de empréstimo, agora reduzidos a poucos dias úteis.
Capital humano e inclusão financeira
Entre junho e setembro, várias iniciativas envolveram formação, emprego e juventude. Foram estabelecidas parcerias com instituições públicas para reforçar a educação financeira e a empregabilidade dos jovens provenientes do ensino técnico e profissional.
No campo das infraestruturas de pagamento, a Ecobank Costa do Marfim foi um dos primeiros bancos a integrar a plataforma interoperável PI-SPI do BCEAO, destinada a facilitar transferências entre bancos e fintechs em toda a UEMOA. Uma evolução importante num contexto marcado pelo crescimento do mobile money e pela procura de soluções de pagamento mais fluidas.
O ano dos 40 anos do Grupo Ecobank
Outubro foi um momento simbólico com a celebração oficial dos 40 anos do Grupo Ecobank. Para a filial marfinense, esta ocasião deu origem a várias ações de caráter educativo, ambiental e económico, bem como à participação em financiamentos estruturantes, nomeadamente na indústria e na cadeia café-cacau.
Até setembro de 2025, o lucro líquido foi anunciado em 44 mil milhões de FCFA, confirmando uma trajetória de crescimento nos nove primeiros meses do ano, num contexto regional marcado por fortes exigências de solidez financeira.
Fim de ano: parcerias e diversificação
Os últimos meses do ano foram dedicados à consolidação de parcerias, nomeadamente na interoperabilidade de pagamentos com atores de mobile money, e à expansão da oferta de gestão de património. Iniciativas internas ligadas à saúde, bem-estar no trabalho e inovação na gestão encerraram o exercício.
Editado por M.F. Vahid Codjia













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