Sete centros financeiros africanos figuram entre os internacionais mais competitivos, mas apenas dois estão no Top 50 global
A Casablanca Finance City (CFC) destronou o centro financeiro de Maurício, assumindo o título de centro financeiro mais competitivo de África, segundo a 39.ª edição do «Global Financial Centres Index» (GFCI), publicada na quinta-feira, 26 de março de 2026, pelo think tank londrino Z/Yen Group em colaboração com o China Development Institute.
A CFC ocupa o 49.º lugar neste índice semestral, que avalia 120 centros financeiros internacionais com base na sua competitividade e atratividade para investidores, profissionais da área financeira e empresas em todo o mundo.
Casablanca Finance City subiu sete posições em relação à edição anterior do relatório e ocupa agora o 4.º lugar na região África & Médio Oriente, atrás apenas dos centros financeiros dos Emirados de Dubai, Abu Dhabi e Doha. Este hub financeiro, voltado para o continente africano, serve como porta de entrada para a África e conta com mais de 200 empresas membros, distribuídas em quatro categorias principais: instituições financeiras, sedes regionais de multinacionais, prestadores de serviços e holdings.
O Mauritius International Financial Centre, em Maurício, ocupa a segunda posição africana e o 50.º lugar global, subindo duas posições em comparação com a edição anterior do GFCI.
O centro financeiro de Kigali (Rwanda, 72.º global) é o terceiro a nível africano, apesar de ter caído sete posições, à frente de Joanesburgo (África do Sul), que subiu 14 posições e se posiciona no 80.º lugar global e 4.º na África. Seguem-se os centros financeiros da Cidade do Cabo (África do Sul, 96.º global), Nairóbi (Quénia, 114.º) e Lagos (Nigéria, 118.º).
Dos sete centros africanos presentes no ranking, quatro registaram progressos em relação à 38.ª edição do GFCI (Casablanca, Maurício, Joanesburgo e Lagos), enquanto três recuaram (Kigali, Nairóbi e Cidade do Cabo).
Segundo a pesquisa com participantes ativos nos mercados financeiros globais, Maurício, Kigali e Casablanca estão também entre os 15 centros com maior potencial de crescimento nos próximos dois a três anos.
Metodologia baseada em dados e perceção de mercado
O GFCI avalia os centros financeiros com base em duas principais fontes de dados. A primeira integra 147 indicadores quantitativos de competitividade distribuídos por cinco categorias: ambiente de negócios, capital humano, infraestruturas, desenvolvimento do setor financeiro e reputação. Esses dados provêm de instituições multilaterais como o Banco Mundial, o Fórum Económico Mundial (WEF), a ONU e a OCDE.
A segunda fonte é uma pesquisa com 5.218 participantes ativos em centros financeiros globais, incluindo gestores de ativos, traders, bancos e empresas de tecnologia financeira.
No ranking global, Nova Iorque mantém-se no topo, seguida por Londres, Hong Kong, Singapura, São Francisco e Xangai.
Walid Kéfi













Bamako