Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Eletricidade: na Nigéria, a rede de transporte não é o elo mais fraco, segundo a TCN

Eletricidade: na Nigéria, a rede de transporte não é o elo mais fraco, segundo a TCN
Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

No Nigéria, a rede de transporte de eletricidade é frequentemente apontada como a principal responsável pelos cortes de energia. Uma interpretação contestada pela Transmission Company of Nigeria (TCN), a entidade estatal responsável pelo transporte de eletricidade através da rede nacional.

O diretor-geral da TCN, Sule Ahmed Abdulaziz, contestou uma ideia generalizada sobre o setor elétrico nigeriano. Durante uma cimeira parlamentar dedicada às reformas do setor da eletricidade, afirmou que a rede de transporte não constitui o principal obstáculo à melhoria do fornecimento de energia no país.

Citando números apresentados pelo responsável, o jornal Vanguard informou na sexta-feira, 12 de junho, que a capacidade atual de transporte da TCN atinge 8 700 megawatts (MW), enquanto a maior potência alguma vez injetada na rede nacional nunca ultrapassou 5 801 MW.

«A conclusão é clara: a rede nacional consegue atualmente transportar muito mais eletricidade do que aquela que alguma vez foi produzida e fornecida. A TCN tem transportado continuamente toda a produção disponível, demonstrando que a rede de transporte está preparada para suportar níveis mais elevados de fornecimento de eletricidade», declarou Abdulaziz.

Uma rede fragilizada por vandalismo e ocupações ilegais

Apesar deste desempenho, Abdulaziz alertou para ameaças concretas que afetam as infraestruturas de transporte. O vandalismo e a sabotagem de torres e linhas de alta tensão perturbam regularmente o fornecimento de energia e aumentam os custos de manutenção.

Além disso, indivíduos e empresas ocupam indevidamente os corredores reservados às linhas elétricas, dificultando os trabalhos de manutenção e impedindo a expansão da rede.

Perante estes desafios, o responsável pediu ao governo federal e à Assembleia Nacional o reforço do quadro jurídico de proteção das infraestruturas elétricas. Defendeu a criação de um mecanismo nacional unificado de proteção dos corredores de linhas, envolvendo as autoridades federais, estaduais e locais.

Progressos esperados num setor em reforma

Abdulaziz destacou que continuam a existir desafios em toda a cadeia de valor do setor elétrico. As limitações de financiamento, a pressão cambial e a insuficiência do fornecimento de gás para alimentar as centrais térmicas continuam a travar os avanços, assim como as fragilidades persistentes da rede de distribuição que leva a eletricidade até aos consumidores.

Estes desafios surgem num contexto de reformas mais amplas promovidas pelo governo federal. Em abril de 2026, o presidente Bola Tinubu aprovou um plano de reembolso de 3,3 biliões de nairas (cerca de 2,1 mil milhões de dólares) para liquidar dívidas acumuladas no setor elétrico entre 2015 e 2025.

Quinze centrais elétricas já assinaram acordos de liquidação no valor total de 2,3 biliões de nairas, segundo um comunicado da presidência. O objetivo é recuperar a confiança dos investidores e estabilizar a produção de eletricidade em toda a cadeia de valor.

Abdel-Latif Boureima

 

Sobre o mesmo tema

A produção petrolífera de Angola está em declínio há vários anos. Esta situação fragiliza as finanças públicas de um país que depende dos hidrocarbonetos...

As instituições financeiras de desenvolvimento estão a intensificar os seus esforços para apoiar a eletrificação do continente africano, onde o acesso à...

No Nigéria, a rede de transporte de eletricidade é frequentemente apontada como a principal responsável pelos cortes de energia. Uma interpretação...

As inundações ocorridas em abril de 2026 interromperam o acesso ferroviário ao porto do Lobito. A retoma dos comboios de cobre provenientes da RDC...

MAIS LIDOS
01

Dos 50 países africanos analisados, 27 registaram uma melhoria da sua situação em matéria de paz nos…

Classificação de 2026 dos países africanos mais pacíficos (Institute for Economics & Peace)
02

Num contexto de crescimento demográfico, expansão do acesso à eletricidade e aumento das necessidade…

Angola prevê aumentar a sua produção elétrica em 40% até 2027.
03

Tal como a maioria dos tubérculos cultivados em África, a batata desempenha um papel estratégico na …

Os 6 principais produtores de batata em África
04

Segunda maior instituição bancária da República Centro-Africana em termos de crédito, com uma quota …

Ecobank Centrafrique aumenta o seu capital para 28 milhões de dólares e aproxima-se do limiar exigido pela COBAC

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.