A diplomacia togolesa é posta à prova pela crise na região dos Grandes Lagos. Depois de Washington e Paris, Lomé aposta também na via do apaziguamento e da reconciliação. Segurança, ajuda humanitária e paz duradoura estarão no centro das discussões.
Lomé vai acolher, no próximo dia 17 de janeiro, um novo encontro dedicado à crise que afeta o leste da República Democrática do Congo (RDC). Esta reunião ocorre na sequência da assinatura, em novembro de 2025, em Washington, de um acordo de paz entre o Ruanda e a RDC, sob a égide do presidente norte-americano Donald Trump.
Em Lomé, as discussões incidirão, nomeadamente, sobre a coordenação política, a segurança regional, os mecanismos de desescalada, o apoio humanitário e a integração económica. Segundo vários meios de comunicação congoleses, estes debates deverão contribuir para relançar o processo de paz, num contexto em que as tensões continuam elevadas entre Kinshasa e Kigali, apesar da recente assinatura do acordo.
O encontro decorrerá sob a liderança de Faure Gnassingbé, presidente do Conselho do Togo e mediador designado pela União Africana para esta crise na região dos Grandes Lagos. Para Lomé, esta cimeira representa uma nova oportunidade de se afirmar como um ator diplomático credível na procura de uma solução para a crise regional.
O Togo já se tinha destacado neste dossiê em outubro de 2025, ao coorganizar com a França, em Paris, um encontro semelhante dedicado às respostas à persistente crise humanitária na região dos Grandes Lagos, bem como aos meios para instaurar uma paz duradoura. Na ocasião, Faure Gnassingbé defendeu uma abordagem africana integrada, assente no desenvolvimento e na reformulação dos mecanismos de ajuda.
Esaïe Edoh













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