O setor bancário compromete-se a conceder anualmente 300 mil milhões de shillings em novos empréstimos às MPME durante os próximos três anos.
No Quénia, em 2025, um volume total de 326,5 mil milhões de shillings quenianos (KES), equivalentes a 2,5 mil milhões de dólares, foi concedido a micro, pequenas e médias empresas (MPME) pelas principais instituições bancárias do país.
Segundo a Kenya Bankers Association, organismo representativo dos bancos comerciais e regulado pelo Banco Central do Quénia (CBK), que divulgou estes dados na segunda-feira, 31 de março, as instituições financeiras superaram largamente a meta anual de 150 mil milhões KES, ultrapassando-a em mais de 117%.
Em detalhe, em dezembro de 2025, a Equity Bank liderou o mercado, com 90,7 mil milhões KES de empréstimos concedidos ao longo do ano. Seguiram-se KCB Bank, subsidiária do grupo KCB, com 56,1 mil milhões KES, e Co-operative Bank of Kenya, com 37,69 mil milhões KES. Stanbic Bank Kenya e Family Bank ultrapassaram ambos os 30 mil milhões KES, enquanto I&M Bank concedeu mais de 26 mil milhões KES. Kingdom Bank, Absa, National Bank e Sidian Bank concederam, respetivamente, 9,8 mil milhões, 6,3 mil milhões, 5,7 mil milhões e 5,4 mil milhões KES.
Este desempenho, que reflete a vitalidade do setor e a crescente importância das MPME na economia nacional, deve-se a vários fatores, segundo um relatório da Kenya Bankers Association. Em primeiro lugar, uma resolução setorial tomada no final de 2024 visava dobrar a capacidade de financiamento.
A iniciativa foi apoiada por programas de mitigação de risco, como o Inuka PME, que formou mais de 14 000 empreendedores em 2024 para melhorar o acesso ao crédito. Paralelamente, a transformação digital, marcada pela adoção da norma ISO 20022 e pela autorização de 85 credores digitais, também facilitou o acesso aos fundos.
Mesmo num clima de confiança, o setor bancário, que conta com cerca de trinta bancos comerciais, deve manter-se vigilante, já que os créditos malparados continuam a aumentar, atingindo 16,4% em dezembro de 2024, devido a dificuldades económicas e atrasos de pagamento por parte do Estado.
Sandrine Gaingne













Marrakech. Maroc