A Namíbia depende quase inteiramente das importações de petróleo. Os stocks atuais cobrem entre um e dois meses de consumo nacional, segundo o Ministério da Energia.
O governo namibiano anunciou um aumento dos preços dos combustíveis a partir de abril, no âmbito do ajuste mensal de preços. O litro de gasolina subirá 2,50 dólares namibianos (0,14 dólares americanos), enquanto o gasóleo, de todos os tipos, aumentará 4 dólares namibianos por litro. A decisão foi divulgada na sexta-feira, 27 de março, pelo Ministro da Indústria, Minas e Energia, Modestus Amutse.
Segundo o responsável, este aumento deve-se principalmente às tensões geopolíticas no Médio Oriente, envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão. Esta situação contribuiu para a subida dos preços internacionais do petróleo, dos custos de transporte e dos seguros, fenómeno acentuado pela depreciação do dólar namibiano face ao dólar americano. Entre 1 e 23 de março de 2026, a taxa de câmbio média situou-se em 16,62 dólares namibianos por dólar americano, contra 16 dólares namibianos em fevereiro de 2026.
Para limitar o impacto sobre famílias e empresas, o governo anunciou uma redução temporária de 50% nos impostos sobre os combustíveis entre abril e junho de 2026, enquanto o Fundo Nacional de Energia (“National Energy Fund”) assumirá cerca de 500 milhões de dólares namibianos por mês para absorver parte dos custos adicionais.
“O objetivo é mitigar a volatilidade dos preços e assegurar a estabilidade dos preços domésticos dos combustíveis”, declarou o ministro Amutse.
Esta decisão surge num contexto em que a Namíbia continua totalmente dependente das importações de produtos petrolíferos, na ausência de refinarias nacionais. O consumo anual do país é estimado em 1,1 mil milhões de litros, dos quais cerca de 70% gasóleo e 30% gasolina, de acordo com dados governamentais.
O ministro assegurou, no entanto, que os stocks atuais de combustível permitem cobrir entre um e dois meses de consumo nacional e apelou à população para evitar compras por pânico e armazenagem excessiva, lembrando que a revenda não autorizada é ilegal e que o combustível deve ser manuseado com segurança.
Charlène N’dimon













Bamako