Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

RDC: 18 anos após a sua criação, o Fundo de Regulação Económica está operacional

RDC: 18 anos após a sua criação, o Fundo de Regulação Económica está operacional
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026

O governo congolês colocou finalmente em funcionamento o Fundo de Regulação Económica para monitorizar os mercados, prevenir escassezes e enquadrar os preços dos produtos de grande consumo.

Na República Democrática do Congo (RDC), o ministro da Economia Nacional, Daniel Mukoko Samba, anunciou na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a operacionalização do Fundo de Regulação Económica (Forec). Esta decisão marca o início efetivo das atividades de uma estrutura criada por decreto em maio de 2008, mas que até então permanecia inativa.

O Forec foi instituído para desempenhar um papel central na «vigilância dos mercados, na estabilização dos preços e na proteção do poder de compra das famílias, nomeadamente no que diz respeito a produtos estratégicos como o milho». O seu secretário executivo, Jean-Paul Nemoyato, indicou que esta relançamento coloca a instituição numa nova fase. O objetivo é passar de um quadro jurídico para uma ação concreta no terreno, com mecanismos de observação dos mercados e instrumentos de intervenção. Trata-se de «uma etapa decisiva para a regulação económica na RDC», segundo se lê na página do Facebook do Ministério da Economia Nacional.

O papel do Forec na gestão dos preços e das escassezes

O Forec tem a missão de identificar produtos expostos a riscos de escassez ou a fortes distorções de preços e, em seguida, recomendar mecanismos de intervenção para evitar que essas tensões se transformem numa crise para as famílias e as empresas. Através das suas ações, o fundo procura garantir a disponibilidade dos produtos em causa a preços compatíveis com o poder de compra, em apoio à política governamental de abastecimento e distribuição. Esta abordagem baseia-se na antecipação. Os produtos acompanhados prioritariamente são aqueles que mais pesam no orçamento das famílias.

O Forec é, assim, concebido como um instrumento de prevenção económica. Não substitui o mercado, mas permite ao Estado intervir quando os mecanismos normais de oferta e procura geram desequilíbrios que afetam a população.

Uma implementação cuidadosamente preparada

A entrada em funcionamento deste fundo é o resultado de um processo iniciado em julho de 2023. Nessa altura, o vice-primeiro-ministro responsável pela Economia Nacional, Vital Kamerhe, reuniu especialistas dos ministérios envolvidos para avaliar as condições práticas de implementação do fundo. Durante esses trabalhos, o governo decidiu criar dois órgãos: o comité de gestão, responsável pela condução do fundo, e a célula técnica, encarregada do acompanhamento dos mercados e da execução das decisões. No final de outubro de 2023, um workshop realizado em Kinshasa permitiu elaborar um plano de ação, que serviu de base para o roteiro destinado a tornar o Forec operacional.

Dois anos mais tarde, um novo decreto veio alterar e completar o decreto de 7 de maio de 2008 (decreto n.º 08/10). Este texto define a organização, o funcionamento e as regras de governação da instituição. Foi adotado durante o Conselho de Ministros de 4 de abril de 2025, sob a presidência do Chefe de Estado, Félix Tshisekedi.

A entrada em funcionamento em janeiro de 2026 marca, assim, o fim da fase jurídica. Para as empresas de distribuição, os importadores e os produtores locais, o Fundo passa a ser um ator público capaz de influenciar a oferta, os stocks e os circuitos de comercialização. Para as famílias, o desafio reside na redução dos choques de preços sobre os produtos que estruturam o orçamento diário.

Chamberline Moko

Sobre o mesmo tema

Este mecanismo destina-se a melhorar o acesso das PME ao financiamento num país onde estas empresas representavam, em 2021, cerca de 23% do PIB e do...

Após cinco anos sob a égide da SPE Capital, a Ademat acolhe a Amethis como acionista maioritária. A operação abre uma nova fase focada na expansão...

O Mali e o Burkina Faso figuram entre os principais produtores de algodão da África Ocidental, ao lado do Benim e da Costa do Marfim. O Banco...

Banco panafricano subscreve 2,5 mil milhões de dólares num empréstimo sindicado em favor da maior refinaria de África, que reforçou o seu estatuto de...

MAIS LIDOS
01

A Namíbia depende quase inteiramente das importações de petróleo. Os stocks atuais cobrem entre um e…

Namíbia: preços dos combustíveis vão aumentar a partir de abril
02

Com a futura mina de zinco Tala Hamza, a Argélia pretende reforçar o papel do setor mineiro na diver…

Argélia: a australiana Terramin eleva o custo da sua mina de zinco para 415 milhões USD
03

À medida que os modelos preditivos ganham desempenho a nível global, a inteligência artificial (IA) …

Botswana: o uso da IA entra na exploração de depósitos de terras raras
04

O crescimento do comércio online global, combinado com a aceleração da transformação digital, está a…

Serra Leoa: Orange lança cartão virtual para reforçar a inclusão financeira

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.