Em um contexto de déficit crescente de infraestrutura de armazenamento na África, o investimento privado se apresenta como um instrumento chave. A inauguração do centro logístico TY Logistics Park FZE ilustra essa nova dinâmica na Nigéria.
Na Nigéria, a TY Logistics Park FZE inaugurou sua primeira instalação logística em Alaro City, nos arredores de Lagos, marcando um passo importante na modernização das infraestruturas da cadeia de suprimentos do país. Realizado com investimentos privados, este centro logístico integrado, com capacidade superior a 40.000 paletes, é apresentado pelo governador do Estado de Lagos, Babajide Sanwo-Olu, como uma plataforma estratégica destinada a reduzir os custos operacionais das empresas, estimular as exportações e criar oportunidades de empregos sustentáveis.
A plataforma oferece serviços logísticos integrados, incluindo armazenagem em zona franca, movimentação de cargas, gestão otimizada de estoques, distribuição de última milha, transbordo, bem como serviços de alto valor agregado. Ela prioriza setores considerados estratégicos, como matérias-primas, agroindústria, eletrônicos, materiais de construção, têxteis e automotivo.
Situado em uma área de 29.000 m², o armazém possui um posicionamento estratégico, no coração de um corredor econômico em expansão, próximo ao porto de águas profundas de Lekki, à refinaria Dangote, a novas zonas industriais e ao futuro aeroporto internacional Lekki–Epe. A infraestrutura surge em um contexto no qual a baixa capacidade de armazenamento constitui um dos principais obstáculos ao desempenho das cadeias logísticas na África. Segundo o Banco Mundial, a limitação nas infraestruturas de armazenamento está entre os principais gargalos, resultando em custos logísticos significativamente mais altos do que em outras regiões do mundo.
No setor agrícola, a situação é particularmente restritiva. As capacidades de armazenamento disponíveis no continente cobrem menos de 30% da produção anual. Essa insuficiência estrutural agrava as perdas pós-colheita, com cerca de 40% dos produtos perecíveis e 20% de outros alimentos sendo desperdiçados anualmente ao longo das cadeias logísticas.
Henoc Dossa













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