Diante dos desafios do emprego e do desemprego juvenil na África, o aprendizado dual surge como uma alavanca essencial para adquirir competências diretamente úteis e facilitar a inserção profissional no mercado de trabalho.
O aprendizado dual, definido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), é um programa estruturado que alterna períodos em instituições de formação e períodos em ambiente profissional. Ele permite que os jovens se preparem para as exigências concretas do mercado de trabalho, aproximando os conhecimentos acadêmicos das habilidades práticas. A duração, a organização e o ritmo do programa variam conforme o país, podendo se estender de uma semana a um ano. Em alguns contextos, os participantes são contratados e podem receber remuneração.
Este sistema também apresenta vantagens para os empregadores e para a economia. As empresas participam diretamente da formação de jovens qualificados, facilitando a contratação de pessoal adequado às necessidades reais do setor. Por sua vez, os aprendizes adquirem experiência prática antes mesmo de obter o diploma, melhorando assim sua empregabilidade.
Em muitos países africanos, o desemprego juvenil continua sendo preocupante. Segundo o relatório “Global Employment Trends for Youth 2024” da OIT, a taxa de desemprego dos jovens de 15 a 24 anos na África Subsaariana é estimada em 8,9%. Em algumas regiões do Norte da África, a Comissão Econômica para a África (CEA) indica uma taxa superior a 30% em 2024.
Neste contexto, a OIT apresenta o aprendizado dual como uma ferramenta estratégica capaz de formar os jovens nas competências demandadas, reduzir a lacuna entre formação e emprego e preparar uma força de trabalho qualificada, apta a apoiar o desenvolvimento econômico e social sustentável do continente.
Félicien Houindo Lokossou













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