Enquanto o mercado de trabalho na Costa do Marfim é marcado por uma taxa de desemprego jovem que, embora relativamente baixa segundo os indicadores oficiais, esconde dificuldades de acesso a empregos formais e qualificados, o Estado reforça os seus mecanismos para integrar melhor os jovens na economia.
Na Costa do Marfim, o governo lançou oficialmente, na quarta-feira, 10 de dezembro, em Abidjan‑Treichville, a 4.ª edição do Programa Nacional de Estágio, Aprendizagem e Reconversão (PNSAR). Este mecanismo estatal visa reforçar a empregabilidade dos jovens e facilitar a sua inserção no mercado de trabalho, inserindo-se no quadro global do Programa Juventude do governo (PJ‑GOUV 2023–2025).
Sob a coordenação do Ministério da Promoção da Juventude, Inserção Profissional e Serviço Cívico, através da Agência de Emprego Jovem (AEJ), o PNSAR 2026 pretende apoiar 152.237 jovens, incluindo 100.000 em imersão em empresas, com um orçamento de 26,52 mil milhões de FCFA (cerca de 47,4 milhões de dólares). O programa combina estágios, aprendizagens e reconversões, oferecendo aos jovens competências práticas para facilitar a sua entrada na vida profissional.
A partir de 2026, as indemnizações dos estágios de qualificação serão uniformizadas e fixadas ao SMIG (75.000 FCFA), independentemente da entidade de acolhimento, segundo o comunicado oficial. Paralelamente, as empresas parceiras continuarão a beneficiar de créditos fiscais, consolidando o seu papel na inserção profissional dos jovens.
No seu discurso, o Primeiro-Ministro Robert Beugré Mambé (foto, ao centro) convidou os jovens a aproveitar plenamente estas oportunidades, qualificando-as como «probabilidades que se concretizam graças ao empenho e à fé no futuro». Ele sublinhou que o PNSAR ilustra a vontade do governo de investir no potencial dos jovens marfinenses, garantindo-lhes um futuro profissional mais sólido.
Este anúncio surge num contexto em que a taxa de desemprego jovem (15‑24 anos) na Costa do Marfim continua relativamente baixa — cerca de 3,9% em 2024 — mas esconde desafios persistentes de acesso a empregos de qualidade e a oportunidades formais.
Para recordar, o PNSAR foi iniciado em 2022 com o objetivo de reforçar a empregabilidade dos jovens e facilitar a sua inserção profissional. Em 2025, o programa previa 142.702 oportunidades de formação, estágio e imersão em empresas, das quais 102.702 foram apoiadas pela AEJ. Segundo os dados disponíveis, 83.370 jovens já foram colocados em atividade este ano, correspondendo a uma taxa de realização de 81,2%.
Félicien Houindo Lokossou













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