A África pretende colocar a educação STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) no centro de sua estratégia para transformar sua juventude em força inovadora, impulsionar o crescimento e fortalecer a competitividade global.
A 22ª edição da Conferência sobre Educação em Matemática, Ciência e Tecnologia na África (COMSTEDA) foi inaugurada no Malawi para explorar o tema: "Reimaginando a STEM para um Futuro Pan-Africano: Unindo Educação, Inovação e Desenvolvimento Sustentável rumo à Agenda 2063".
Diante das rápidas mudanças do século XXI, a África pretende colocar a educação STEM no centro de sua estratégia para transformar sua juventude em força inovadora, impulsionar o crescimento e reforçar sua competitividade no cenário global.
A 22ª edição da Conferência sobre Educação em Matemática, Ciência e Tecnologia na África (COMSTEDA) foi inaugurada na quarta-feira, 12 de novembro, no Bingu International Conference Centre (BICC) em Lilongwe, Malawi. Durante três dias, educadores, pesquisadores e tomadores de decisão exploraram o tema "Reimaginando a STEM para um Futuro Pan-Africano: Unindo Educação, Inovação e Desenvolvimento Sustentável rumo à Agenda 2063". O objetivo é repensar o ensino científico para torná-lo um motor de desenvolvimento sustentável no continente.
Logo na abertura, o ministro da Educação, Ciência e Tecnologia do Malawi, Bright Msaka, convocou uma mudança de postura. Para ele, a África não pode mais se contentar em consumir tecnologias importadas. "Nossas ciências e tecnologias devem igualar, ou até mesmo superar, os avanços dos outros continentes para que possamos não apenas sobreviver, mas prosperar de verdade", afirmou.
Essa mensagem é uma reafirmação da ambição de SMASE-Africa (Strengthening of Mathematics and Science Education in Africa), que pretende redefinir a educação STEM como uma prioridade educacional para transformar os desafios do continente em motores de inovação.
O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, por sua vez, ressaltou que a África tem um potencial humano e natural considerável, mas que ainda é pouco valorizado. Nesta perspectiva, reforçar a educação STEM torna-se uma estratégia imperativa para transformar esses ativos em inovações concretas e progresso sustentável.
A COMSTEDA 22 acontece em um momento em que o Malawi, como muitos outros países africanos, está revisando seus currículos e elaborando um novo quadro para melhor preparar os alunos para os desafios e oportunidades do século XXI. Essa evolução é ainda mais urgente porque, de acordo com um estudo do Banco Mundial publicado em 2023, menos de 25% dos estudantes do ensino superior na África se orientam para as áreas STEM, o que limita a formação de um forte contingente científico no continente.
Félicien Houindo Lokossou













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