Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Entendendo o subemprego de acordo com a OIT, um indicador sensível, mas revelador

Entendendo o subemprego de acordo com a OIT, um indicador sensível, mas revelador
Terça-feira, 18 de Novembro de 2025

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 22% dos trabalhadores africanos estão em situações que limitam suas perspectivas e retardam a dinâmica econômica.

A falta de emprego pleno ou de tarefas que geram renda adequada são fatores de subemprego, presentes principalmente em serviços informais urbanos, agricultura sazonal e empregos precários comumente ocupados por jovens.

Ter um emprego é um alívio para a maioria dos jovens, mas a agência especializada das Nações Unidas encarregada do trabalho lembrou em 2024 que mais de 22% dos trabalhadores africanos estão em situações que limitam suas perspectivas e retardam a dinâmica econômica.

Em uma situação considerada normal, um emprego é baseado em uma carga horária semanal próxima de tempo integral, geralmente em torno de quarenta horas em muitos países. O trabalhador então tem uma atividade regular, estável e suficientemente produtiva para gerar uma renda proporcional ao seu esforço e habilidades. O desequilíbrio ocorre quando essa estrutura não é mais mantida. A pessoa trabalha menos do que poderia, ou realiza tarefas que exigem muitas horas sem oferecer uma renda à altura do investimento fornecido. A duração ou a produtividade da atividade deixa de refletir suas habilidades reais e seu potencial.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), esta situação ocorre quando um indivíduo ocupa um emprego que não o permite utilizar plenamente suas habilidades ou sua disponibilidade. Esta definição abrange tanto as pessoas que gostariam de aumentar seu volume de trabalho, quanto aquelas cujo trabalho gera rendas muito baixas, apesar de um significativo compromisso.

A organização distingue duas realidades complementares. De um lado, alguns trabalhadores trabalham menos horas do que gostariam e permanecem disponíveis para atividades mais extensas — uma situação comum em serviços informais urbanos, agricultura sazonal ou empregos precários frequentemente ocupados por jovens. De outro lado, muitos trabalhadores trabalham em tempo integral, às vezes além, mas em atividades que geram pouco valor. Equipamentos inadequados, retornos limitados ou o acesso reduzido à formação resultam em uma renda estagnada, apesar da alta carga de trabalho — uma realidade amplamente difundida em economias dominadas pelo trabalho informal e o autoemprego.

Por que este conceito é crucial para a análise econômica na África?

Para a OIT, entender o subemprego permite ir muito além das discussões habituais sobre o desemprego oficial, muitas vezes baixo, mas pouco representativo das condições reais de atividade. Ao observar essas formas de emprego insuficiente, instituições internacionais apontam a qualidade objetiva dos cargos, o nível de produtividade das economias, os obstáculos que dificultam a inserção dos jovens, e as limitações de um setor informal que absorve a maioria da força de trabalho sem oferecer perspectivas sólidas.

Ao revelar como os africanos trabalham, as condições em que operam e o valor gerado por suas atividades, esse indicador torna-se essencial para entender melhor os desafios do crescimento inclusivo. Enquanto uma grande parte dos trabalhadores africanos permanecer em empregos instáveis ou mal remunerados, a redução da pobreza continua obstruída.

Félicien Houindo Lokossou

Sobre o mesmo tema

A Nigéria busca parcerias internacionais para reintegrar milhões de crianças fora da escola e modernizar seu sistema educacional.O ministro da Educação...

A África, enfrentando grandes desafios educacionais, vê em programas de alimentação escolar um motor de progresso educacional e econômico.Apesar de...

Argélia cria comissão com vários ministérios para combater drogas nas escolas Ministros da Educação e da Saúde copresidem instalação da comissão, buscando...

Orçamento de 2026 para o Ministério do Trabalho e Serviço Público de Benim é de 7,96 bilhões de francos CFA (aproximadamente 14,09 milhões USD), uma queda...

MAIS LIDOS
01

Escondida no coração da floresta Arabuko-Sokoke, na costa queniana perto de Malindi, a antiga cidade…

As perguntas sem resposta deixadas pela cidade histórica de Gedi, no Quênia
02

Parceria entre a Agência Nacional de Aquicultura do Senegal (ANA) e o Cégep de la Gaspésie et des Îl…

Senegal: Parceria lançada para desenvolver habilidades em aquicultura
03

Enko Capital avança para sua meta de levantar $150 milhões até junho de 2026, com um investimento re…

Enko Capital já arrecadou $130 milhões para seu fundo de crédito privado
04

Vodacom firma parceria multianual com o Google Cloud para modernizar a infraestrutura de dados e imp…

Vodacom une forças com o Google Cloud para migrar dados críticos e acelerar projetos de IA

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.