Formalizada a instalação do Conselho Científico da Agência Beninense para Pesquisa e Inovação (ABRI) para acelerar a inovação e pesquisa no Benin.
O Conselho é composto por nove personalidades de renome internacional para avaliar projetos, definir diretrizes estratégicas e orientar convites de projetos e relatórios científicos.
Buscando dinamizar a inovação e a pesquisa, o Benin está reforçando as suas estruturas científicas para favorecer empregos qualificados e acelerar a transformação econômica, ao mesmo tempo que a participação das empresas e a visibilidade dos projetos permanecem limitadas.
A Agência Beninense para Pesquisa e Inovação (ABRI) deu um importante passo ao formalizar a instalação do seu Conselho Científico na segunda-feira, 17 de novembro, em sua sede em Cotonu. Esse evento marca um progresso na operacionalização da agência, que agora conta com o seu principal órgão consultivo para direcionar a pesquisa e a inovação no Benin.
De acordo com o comunicado oficial, o Conselho é composto por nove personalidades de renome internacional, abrangendo todas as disciplinas dos cinco institutos temáticos da ABRI. O Conselho se reúne pelo menos três vezes por ano, tendo uma sessão presencial, para avaliar projetos de pesquisa, apoiar as direções estratégicas da agência e assessorar a direção geral sobre convites de projetos e relatórios científicos de laboratórios afiliados.
"A implantação desse Conselho sinaliza a nossa entrada no concreto. Nossa ação será agora guiada pela excelência, ética e busca da competitividade", afirma Nourou Yorou, diretor-geral da ABRI. Para o presidente do Conselho Administrativo, Stanislas Tomavo, essa iniciativa representa "um marco decisivo para a política nacional de pesquisa, no coração do Plano de Ações do Governo (PAG)". Lidwine Gnansounou, representante do ministério, qualifica o Conselho como um "braço técnico e estratégico" essencial para enfrentar os desafios do desenvolvimento nacional.
A implantação do Conselho Científico acontece enquanto o Benin busca fortalecer a coordenação da pesquisa e valorizar a inovação como motor do crescimento econômico. Em 2023, 88% das empresas beninenses que participaram de uma pesquisa da Observatório do Comércio, da Indústria e dos Serviços (OCIS) afirmaram não conhecer a política do Estado em relação à inovação, e 83% desconheciam a existência de estruturas criadas para promovê-la.
Em termos científicos, o Benin ainda enfrenta desafios estruturais. O índice de "empregos intensivos em conhecimento" ainda era baixo, em torno de 4,6% em 2022, de acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual.
Félicien Houindo Lokossou













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