Costa do Marfim aumenta orçamento do ministério da Educação Superior e da Pesquisa Científica para 595 milhões de dólares em 2026, um aumento de 3,14% em relação a 2025.
O orçamento aprovado vai ser destinado ao reforço da qualidade da formação e à pesquisa científica, com investimentos em infraestrutura universitária, maior número de professores-pesquisadores e recursos adicionais para as instituições.
Em seu empenho para enfrentar os desafios de um crescimento sustentado, o governo da Costa do Marfim está intensificando os investimentos em capital humano, confirmando o seu compromisso de melhorar a qualidade da formação e desenvolver a pesquisa científica, adaptada às necessidades do país.
Na Costa do Marfim, a Comissão de Assuntos Econômicos e Financeiros (CAEF) da Assembleia Nacional aprovou, na terça-feira, 18 de novembro, o orçamento de 2026 para o Ministério da Educação Superior e da Pesquisa Científica (MESRS). Avaliado em 338,78 bilhões de FCFA (aproximadamente 595 milhões de dólares), esse montante, que representa um aumento de 3,14% em comparação com o de 2025, equivale a cerca de 1,96% do orçamento nacional, que é de 17.305,2 bilhões de FCFA.
De acordo com o ministro Adama Diawara, esse orçamento permitirá "realizar os investimentos e reformas importantes necessários para a tarefa principal designada pelo governo". Ele lembra que o objetivo é formar recursos humanos de alto nível e apoiar a pesquisa científica capaz de fornecer respostas concretas aos desafios de desenvolvimento. As prioridades imediatas incluem a melhoria das infraestruturas universitárias, a ampliação do número de professores-pesquisadores e a concessão de recursos adicionais às instituições para produzir pesquisa de qualidade.
A aprovação desse orçamento por "quase unanimidade" reflete a determinação das autoridades em concretizar suas ambições acadêmicas. Ele ocorre enquanto o setor de educação superior da Costa do Marfim enfrenta uma enorme pressão demográfica, com um rápido crescimento do número de estudantes, uma situação que supera a capacidade de hospedagem das universidades públicas. Além disso, a qualidade da formação é questionada, pois as instituições enfrentam uma deficiência de infraestruturas modernas, laboratórios e aulas práticas, o que reduz a adequação dos diplomas às necessidades do mercado de trabalho.
Além disso, a digitalização ainda é um grande desafio para o país. Apesar das ambições declaradas, as universidades ainda têm uma infraestrutura digital inadequada, com conexões limitadas, centros de dados pouco desenvolvidos e recursos digitais fragmentados, de acordo com um estudo do Banco Mundial publicado em 2024.
Félicien Houindo Lokossou













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