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Tornar-se um engenheiro de Big Data, uma profissão no coração da economia digital

Tornar-se um engenheiro de Big Data, uma profissão no coração da economia digital
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2025

Organizações perdem até 20% da sua receita devido à má gestão de dados, acelerando a necessidade de habilidades em Big Data.

O salário de um engenheiro de Big Data varia de $28.850 a $130.000 por ano, dependendo da localização geográfica.

Com o crescimento da cloud, do IoT e da IA generativa, as organizações estão perdendo até 20% de seu faturamento devido à má gestão dos dados. Nesse contexto, surge um papel estratégico para estruturar, proteger e valorizar esses fluxos massivos.

De acordo com ZipDo, 74% dos empregadores consideram que as habilidades em Big Data são agora indispensáveis. Este número reflete a crescente demanda por profissionais capazes de gerenciar ambientes onde os sistemas tradicionais estão mostrando suas limitações diante do aumento das transações online, dispositivos conectados, aplicativos móveis e sensores industriais.

Na encruzilhada da engenharia de software, sistemas distribuídos e gerenciamento de dados, o engenheiro de Big Data projeta e mantém infraestruturas capazes de coletar, armazenar e processar esses volumes maciços de informações. Ele constrói o ecossistema que permite explorar os dados orquestrando pipelines para coletar, transformar e transportar informações, ao mesmo tempo que administra clusters e plataformas de computação como Spark ou Hadoop. Ele otimiza continuamente o desempenho e garante a qualidade, segurança e disponibilidade dos dados. Seu trabalho fornece aos cientistas e analistas de dados uma base sólida para análises confiáveis e exploráveis.

Com a ascensão da economia digital, a profissão de engenheiro de Big Data atrai pela sua raridade e valor estratégico. Na África do Sul, esse profissional recebe entre $28.850 e $54.200 por ano. Na Europa, os salários anuais situam-se entre $57.850 e $92.550, enquanto nos Estados Unidos a remuneração varia entre $90.000 e $130.000. Além deste benefício, há uma grande flexibilidade, com a possibilidade de trabalhar em regime híbrido, remotamente ou em projetos internacionais.

As possibilidades de se tornar um engenheiro de Big Data na África

A profissão exige um sólido domínio das tecnologias Big Data e dos ambientes de nuvem. As linguagens (Python, Scala, Java), sistemas de streaming (Kafka), bancos de dados distribuídos (Cassandra, BigQuery) e ferramentas de orquestração (Airflow) compõem o cerne de sua caixa de ferramentas. Essa expertise técnica é acompanhada por uma boa compreensão dos desafios de segurança, governança e conformidade.

Na África, várias iniciativas de treinamento estão ampliando o acesso à profissão. A Big Data Africa School do Observatório de Rádio-Astronomia Sul-Africano (SARAO) organiza regularmente sessões intensivas para introduzir os recém-formados às tecnologias de Big Data. O programa Africa Data Science Intensive da Universidade de Nairobi oferece um treinamento prático de duas semanas com workshops interativos e projetos baseados em conjuntos de dados reais. A AltSchool Africa também oferece um diploma em ciência de dados que inclui módulos em engenharia de dados.

Esses cursos abrem muitas perspectivas profissionais nas empresas de tecnologia, startups, instituições financeiras ou projetos públicos, onde dados em grande escala estão se tornando uma alavanca estratégica para inovação e tomada de decisão.

Desafios e perspectivas para a economia digital africana

O desenvolvimento do Big Data na África ainda enfrenta vários obstáculos. De acordo com o relatório Foresight Africa 2025-2030 da Brookings Institution, cerca de 37% da população africana estava usando a internet em 2023, ou seja, quase 600 milhões de pessoas. O acesso limitado aos datacenters, a uma conexão de banda larga estável ou a serviços eficientes de nuvem impede a expansão do setor. Um relatório da Heirs Technologies revela que a África representa menos de 1% da capacidade global dos datacenters e 0,5% do mercado internacional de computação em nuvem. A escassez de talentos, agravada pela fuga para o exterior, e a dependência de financiamentos internacionais fragilizam a sustentabilidade das habilidades locais.

Félicien Houindo Lokossou

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