Desde o período da Covid-19, as plataformas de aprendizagem em linha conheceram um crescimento rápido. No Senegal, as autoridades decidiram apoiar-se nestas ferramentas para reforçar o sistema educativo.
O Senegal anunciou na segunda-feira, 20 de abril, o lançamento de uma biblioteca digital nacional dedicada aos alunos. Esta plataforma visa facilitar o acesso a recursos pedagógicos e assegurar a continuidade das aprendizagens, num contexto de perturbações regulares do calendário escolar.
Acessível em linha através de diferentes suportes (smartphones, tablets, computadores), a biblioteca oferece um conjunto de conteúdos que abrange vários níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário. Os recursos, validados por professores, incluem aulas, exercícios interativos e ferramentas de revisão. Duas soluções compõem a oferta: Senkala, centrada em avaliações e exercícios, e Promet, dedicada a conteúdos pedagógicos e à aprendizagem autónoma.
A iniciativa visa, por um lado, garantir a continuidade pedagógica, permitindo aos alunos prosseguir a aprendizagem fora da sala de aula. Por outro lado, insere-se numa estratégia mais ampla de modernização da educação, integrando as tecnologias digitais no centro dos métodos de ensino. Para além do acesso aos conteúdos, a plataforma ambiciona reduzir as desigualdades educativas, sobretudo entre zonas urbanas e rurais.
No entanto, o acesso à Internet em casa continua profundamente desigual no Senegal, segundo um inquérito da Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD) publicado em julho de 2025. Se 43,8% dos agregados familiares de Dacar dispõem de ligação, este valor desce para 16,3% nas outras zonas urbanas e para menos de 3% em meio rural. Os dados da DataReportal, que avaliam o acesso à Internet móvel, são contudo mais elevados. No final de 2025, o Senegal contava com 11,5 milhões de utilizadores da Internet, ou seja, uma taxa de penetração de 60,6%.
Adoni Conrad Quenum













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