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Madagáscar: 183 milhões de dólares esperados do FMI após as reformas em curso

Madagáscar: 183 milhões de dólares esperados do FMI após as reformas em curso
Quinta-feira, 9 de Abril de 2026

A economia malgaxe foi afetada por uma série de choques. O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda um planeamento de emergência, uma política monetária rigorosa e o restabelecimento do mecanismo automático de fixação dos preços dos combustíveis para atenuar os choques externos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, na quarta-feira, 8 de abril, um acordo de princípio para o desembolso de 183 milhões de dólares a favor de Madagáscar, «sob reserva de um acordo com as autoridades […] e da posterior aprovação pelo conselho de administração do FMI», indica a instituição.

Esta decisão insere-se no âmbito da terceira e quarta avaliações do acordo ao abrigo da Facilidade Alargada de Crédito (FEC) e da Facilidade para a Resiliência e Sustentabilidade (FRD).

Em junho de 2024, o FMI tinha aprovado estes dois instrumentos de financiamento num montante total de 658 milhões de dólares. Estes fundos visam estimular a produtividade agrícola, melhorar o acesso à eletricidade, reforçar as infraestruturas rodoviárias e consolidar a governação.

Estas discussões ocorrem num contexto económico tenso, marcado pela passagem do ciclone Gezani e pelas repercussões da guerra no Médio Oriente, que perturbaram a atividade e reduziram as margens de manobra orçamentais. Ao nível das finanças públicas, o défice orçamental de 2025 foi inferior ao previsto graças à compressão das despesas e à reorientação dos investimentos públicos. Em contrapartida, as receitas fiscais ficaram aquém das expectativas, reforçando a necessidade de acelerar as reformas de mobilização dos recursos internos.

O anúncio surge igualmente num contexto de transição política, marcado pela tomada de poder pelo exército. A aprovação deste financiamento constitui um sinal positivo para as autoridades e insere-se na «política de refundação» anunciada pelo chefe de Estado, o coronel Michaël Randrianirina, que coloca a tónica na gestão das urgências sociais e na retoma económica.

Esta decisão poderá ser interpretada como um sinal de confiança por parte dos parceiros internacionais e apoia os esforços destinados a atrair investidores para relançar a economia nacional.

As autoridades malgaxes preveem apresentar, no início de maio, um orçamento retificativo para apoiar a recuperação, ao mesmo tempo que consolidam as finanças públicas. Num contexto de incerteza acrescida, o FMI insiste na necessidade de reforçar o planeamento de emergência para preservar a credibilidade orçamental.

A instituição recomenda igualmente a manutenção de uma política monetária restritiva para conter as pressões inflacionistas e a utilização da taxa de câmbio como amortecedor face aos choques externos. Apela, por fim, ao restabelecimento do mecanismo automático de fixação dos preços dos combustíveis, de forma a limitar o impacto da subida dos preços internacionais no orçamento.

O governo prevê um crescimento de 4,8% para 2026, assente em cinco prioridades: a transformação agrícola e a soberania alimentar, a transição energética, o desenvolvimento das infraestruturas, o reforço do capital humano e a melhoria da governação.

Ingrid Haffiny

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