Na Costa do Marfim, o setor dos recursos animais e haliêuticos contribui com cerca de 5% para o PIB agrícola. As autoridades continuam a implementar iniciativas destinadas a modernizar o setor, com o objetivo de reforçar a oferta local de proteínas e reduzir a dependência das importações.
A Costa do Marfim oficializou, no dia 8 de maio, uma parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), uma empresa pública brasileira especializada no desenvolvimento integrado do setor primário. O acordo foi formalizado por Sidi Tiémoko Touré, ministro dos Recursos Animais e Haliêuticos, e por José Vivaldo Mendonça, diretor de revitalização da CODEVASF.
Segundo as autoridades, esta cooperação visa promover a transferência e adaptação, na Costa do Marfim, do modelo brasileiro de desenvolvimento integrado do setor primário. Com mais de cinquenta anos de experiência, a CODEVASF deverá apoiar a modernização e industrialização das fileiras animais e haliêuticas através do ordenamento territorial, da estruturação das cadeias de valor e da gestão integrada dos recursos.
“Esta cooperação estratégica deverá contribuir de forma duradoura para o reforço da segurança proteica das populações, ao mesmo tempo que posiciona a Costa do Marfim como um polo regional de excelência no domínio dos recursos animais e haliêuticos”, indica o Ministério dos Recursos Animais e Haliêuticos.
Importa notar que o Brasil se afirmou ao longo das últimas décadas como uma potência mundial nos setores da pecuária, agricultura tropical e agroalimentar, graças a fortes investimentos em investigação, infraestruturas e integração das cadeias de valor. Dados da FAO mostram que o país é o segundo maior produtor mundial de carne bovina, depois dos Estados Unidos, e o maior exportador mundial. O Brasil é também o quinto maior produtor mundial de produtos lácteos.
Para a Costa do Marfim, que ainda depende das importações para cerca de metade das suas necessidades em proteínas animais, o desafio desta cooperação será acelerar o crescimento da indústria local. Segundo estatísticas oficiais, as importações de carne e miudezas atingiram 164 269 toneladas equivalente carcaça (TEC), cobrindo 51% do consumo nacional em 2024.
Stéphanas Assocle













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