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Norte de África: queda esperada de 13% nas importações de trigo em 2026/2027

Norte de África: queda esperada de 13% nas importações de trigo em 2026/2027
Quarta-feira, 13 de Maio de 2026

Segunda maior região importadora de trigo do mundo depois do Sudeste Asiático, o Norte de África viu as suas compras deste cereal aumentarem regularmente ao longo das últimas campanhas de comercialização. No entanto, as previsões de colheitas abundantes poderão alterar esta dinâmica em 2026/2027.

Os países do Norte de África deverão importar um volume total de 29 milhões de toneladas de trigo durante a próxima campanha de comercialização 2026/2027. É o que prevê o United States Department of Agriculture (USDA) no seu mais recente relatório sobre o mercado mundial de cereais, publicado na terça-feira, 12 de maio.

Caso esta previsão se confirme, representará uma diminuição de 12,9% em relação à campanha anterior (33,3 milhões de toneladas) e marcará, além disso, a primeira vez nos últimos cinco anos em que as importações da região registam uma contração.

Em detalhe, Marrocos deverá apresentar a maior redução nas suas compras de trigo em 2026/2027. Segundo o United States Department of Agriculture, o reino marroquino irá adquirir 4 milhões de toneladas do cereal, o que representa uma queda de quase 43% em relação ao ano anterior. Seguem-se a Argélia (-10%) e o Egito (-5%).

Para explicar esta nova dinâmica, o USDA destaca as perspetivas favoráveis de colheitas esperadas em alguns países. Sabe-se, por exemplo, que Marrocos prevê duplicar a sua produção cerealífera no final da campanha 2025/2026, enquanto a Tunísia projeta um crescimento de 20% das suas colheitas na mesma campanha, graças a condições climáticas favoráveis.

Apesar da redução esperada das importações, o Norte de África continuará a ser uma das regiões mais dependentes do mercado internacional de trigo. O Egito deverá, aliás, manter o seu estatuto de principal importador mundial de trigo. De acordo com o United States Department of Agriculture, o país dos faraós irá adquirir 12,5 milhões de toneladas do cereal no mercado internacional em 2026/2027, colocando-se ao mesmo nível da Indonésia.

Ainda assim, uma diminuição das importações poderá contribuir para aliviar a fatura alimentar dos países norte-africanos, num contexto mundial marcado pela persistente volatilidade dos preços das matérias-primas agrícolas.

Stéphanas Assocle

 

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