Após a circulação de alertas falsos de escassez nas redes sociais, a empresa pública PETROSEN Trading & Services confirmou, no domingo, 8 de março, que o fornecimento de gás, gasolina e gasóleo no Senegal continua normalmente. A Direção-Geral da companhia emitiu um comunicado oficial após a divulgação de uma mensagem que anunciava, de forma errada, uma iminente falta de combustíveis no país.
No comunicado, a holding esclareceu que um «falso comunicado, amplamente difundido nas últimas horas nas redes sociais e em alguns canais de mensagens, anuncia erroneamente uma suposta escassez iminente de gás, gasolina e gasóleo no Senegal» e reforçou que «o sistema nacional de importação, armazenamento e distribuição funciona normalmente». PETROSEN destacou que não há perturbações no abastecimento de produtos petrolíferos e gás até o momento.
A empresa recomendou à população que se informe apenas pelos seus canais oficiais e pelos canais do Ministério da Energia, Petróleo e Minas do Senegal sobre qualquer informação relacionada ao setor.
Contexto internacional delicado
O esclarecimento ocorre em um momento de tensão geopolítica no Médio Oriente, que mantém os mercados energéticos em alerta. Segundo a Direção-Geral do Tesouro francês, em 2025, cerca de 20 milhões de barris de petróleo e derivados transitaram diariamente pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica sujeita a tensões regionais. Uma interrupção prolongada nesse corredor poderia afetar os fluxos energéticos globais. A BloombergNEF estima que tal situação poderia impactar até 16% do comércio mundial de produtos petrolíferos.
Para o Senegal, essa incerteza reforça a importância econômica das importações de combustíveis. De acordo com a Nota de Análise do Comércio Exterior – edição 2024 da Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD), os produtos petrolíferos acabados representaram 22,2% das importações totais do país em 2024, enquanto os óleos brutos de petróleo corresponderam a 6,9% do valor das compras externas de mercadorias. O documento também destaca a dependência do país do mercado internacional, com fornecedores como Rússia, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, todos envolvidos nas atuais dinâmicas geopolíticas.
Neste contexto, garantir a segurança do abastecimento continua a ser um desafio central para o Senegal. O desenvolvimento da produção petrolífera nacional e o início do refino local, iniciado em 2025, podem, a longo prazo, contribuir para fortalecer a segurança energética do país.
Abdoullah Diop













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