Além da bacia offshore de Orange, onde jazidas comerciais de petróleo foram descobertas desde 2022, a Namíbia procura valorizar outras bacias sedimentares promissoras, como a de Lüderitz, onde se localiza o PEL 102.
O governo namibiano concedeu à companhia nacional Namcor uma prorrogação da sua licença de exploração petrolífera relativa ao PEL 102, situado na bacia de Lüderitz, ao largo da costa do país, que a empresa opera com uma participação de 80%.
Segundo informações divulgadas na terça-feira, 12 de maio, pela Upstream Online, esta extensão visa dar mais tempo à Namcor e à sua parceira canadiana Stamper Oil & Gas, que detém 20% de participação no bloco, para concluírem um processo de farm-out. Este mecanismo consiste em ceder parte dos direitos de exploração a um investidor terceiro, em troca do financiamento de trabalhos adicionais de aquisição de dados sísmicos e de um programa de perfuração.
O alcance deste processo ultrapassa o simples quadro do PEL 102. A iniciativa ocorre numa bacia de Lüderitz ainda amplamente subexplorada, situada entre a bacia de Walvis, a norte, e a bacia de Orange, a sul. Em fevereiro de 2026, a multinacional francesa TotalEnergies e a sua parceira brasileira Petrobras anunciaram conjuntamente a aquisição de participações iguais de 42,5% na licença PEL 104. Este bloco, no qual a Namcor detém 10%, cobre cerca de 11 000 km² nesta mesma bacia.
No entanto, esta transação foi recebida com reservas pelas autoridades namibianas. Segundo a Reuters, o governo da Namíbia indicou que não reconhecerá a aquisição enquanto as empresas não seguirem o procedimento regulamentar formal de aprovação.
De acordo com estimativas oficiais divulgadas pela Rigzone em agosto de 2025, os recursos petrolíferos totais do país poderão atingir 11 mil milhões de barris, um número que coloca a Namíbia entre as zonas petrolíferas mais promissoras do mundo.
Abdel-Latif Boureima













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