Enquanto milhares de jovens entram todos os anos no mercado de trabalho e o desemprego entre os 15 e 35 anos continua a ser o mais elevado, as autoridades fazem da adequação entre formação e emprego um imperativo nacional.
O Mali procura construir uma ponte entre a escola e o futuro profissional da sua juventude. Essa é a ambição expressa na quinta-feira, 14 de maio, em Bamako, durante a abertura da Feira da Educação e das Carreiras no parque de exposições da comuna V. O evento, presidido por Issoufi Arbert Bedari Touré, diretor nacional do Ensino Fundamental, reúne estabelecimentos públicos e privados, embaixadores, parceiros técnicos e financeiros, bem como muitos jovens em busca de oportunidades em áreas como tecnologia, comunicação, empreendedorismo e profissões técnicas.
Issoufi Arbert Bedari Touré classificou a feira como um “quadro privilegiado de informação, intercâmbio e acompanhamento dos estudantes”. Em representação do ministro da Educação Nacional, destacou a necessidade de reforçar a ligação entre escola e emprego para favorecer a “inserção socioeconómica dos jovens diplomados”. Esta ambição é reforçada pela decisão das autoridades de declarar 2026-2027 como “Ano da Educação e da Cultura”, sinal da importância atribuída ao capital humano.
Esta iniciativa surge num contexto em que o desemprego juvenil e a precariedade laboral continuam elevados. Embora os dados oficiais indiquem uma taxa de desemprego relativamente baixa, a maioria dos jovens ativos trabalha no setor informal, frequentemente sem proteção social.
Face a estes desafios estruturais, o Observatório Nacional do Emprego e da Formação registou dezenas de milhares de empregos criados em 2024 e no primeiro semestre de 2025, embora ainda insuficientes para absorver o número crescente de novos entrantes no mercado.
Félicien Houindo Lokossou













Nairobi. Kenya