Presidente interino da Guiné-Bissau, general Horta Inta-A Na Man, oficializa a nova equipe de governo composta por 22 ministros e 5 secretários de Estado
Economia da Guiné-Bissau continua resiliente mesmo em meio a transição governamental, com crescimento esperado de 5,5% em 2025, de acordo com o FMI
Liderado pelo primeiro-ministro, Ilídio Vieira, o novo executivo guineense deverá concretizar o retorno à ordem constitucional, com foco nas questões sociais e econômicas emergentes.
Poucos dias após sua posse, o presidente interino da Guiné-Bissau, o general Horta Inta-A Na Man (foto, à direita), oficializou no sábado, 29 de novembro de 2025, a composição do novo governo. O primeiro-ministro, Ilidio Vieira (foto, à esquerda), ex-ministro das Finanças sob o presidente Umaro Sissoco Embalo, continuará ocupando este cargo e liderará uma equipe composta por 22 ministros e 5 secretários de Estado, de acordo com fontes da mídia.
O governo continua majoritariamente civil, mas inclui cinco oficiais. O general de brigada Mamasaliu Embaló foi nomeado ministro do Interior, e o general Stive Lassana Manssaly como ministro da Defesa Nacional. A principal missão desta equipe é reinstaurar a ordem e estabilizar as instituições para um retorno a um funcionamento constitucional normal.
A formação do governo ocorre após a tomada de poder pelo exército em 26 de novembro de 2025, em meio ao processo eleitoral.
A CEDEAO e a União Africana suspenderam a Guiné-Bissau de seus membros, pedindo às autoridades interinas que restabeleçam rapidamente a ordem constitucional.
Em termos econômicos, a Guiné-Bissau permanece resiliente, com um crescimento estimado em 5,5% em 2025, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, este crescimento pode ser limitado pelos fracos desempenhos do setor de castanha de caju, choques internacionais nos mercados de commodities e um possível descontrole orçamentário, destaca o Banco Mundial.
Ingrid Haffiny (estagiária)













Marrakech. Maroc