Lançada em 2017, a central eólica Aysha-II dispõe de uma capacidade de produção anual de 467 GWh. Segundo o governo etíope, permitirá fornecer uma infraestrutura energética fiável e escalável.
O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed (foto), inaugurou no sábado, 31 de janeiro de 2026, o projeto eólico Aysha-II, que classificou como um «investimento importante no programa de energias renováveis» do país.
Localizado na região Somali, o projeto Aysha-II visa fornecer a infraestrutura energética necessária ao desenvolvimento de uma economia orientada para a tecnologia. O projeto integra tecnologias modernas, como SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) e SVG (Static Var Generator), garantindo um fornecimento de eletricidade estável e escalável, essencial para o crescimento industrial.
Além disso, a sua proximidade com países vizinhos posiciona a Etiópia como um polo regional de comércio de energia, promovendo ligações mais estreitas em toda a região do Corno de África. «Este projeto emblemático constitui um pilar da nossa estratégia de segurança energética», declarou o primeiro-ministro.
A iniciativa insere-se no âmbito da transição energética e da diversificação do mix elétrico do país, contribuindo para colmatar o défice de eletricidade que afeta mais de metade da população.
O governo etíope implementou medidas significativas para alargar o acesso à eletricidade, através de investimentos na produção de energia e do lançamento de programas nacionais ambiciosos. A título de exemplo, a entrada em funcionamento da Grande Barragem da Renascença Etíope (GERD), com uma capacidade estimada superior a 5 000 MW, aumentou a capacidade de produção nacional.
O projeto Aysha-II foi lançado em 2017 através de uma parceria entre a empresa chinesa Dongfang e a empresa pública Ethiopian Electric Power Utility. A infraestrutura dispõe de uma capacidade instalada de 120 MW.
Lydie Mobio












