Acordo oficializado possibilita a disponibilização de uma área de 25.000 hectares à empresa privada Pan Tanzania Agriculture Development.
Projeto agroindustrial que contempla capitais estrangeiros estimados em 640 milhões de dólares é voltado majoritariamente para os mercados asiáticos.
Na Tanzânia, os produtos agrícolas representam quase um terço das receitas de exportação de matérias-primas do país. O governo incentivou investimentos no segmento de transformação para aumentar a criação de valor agregado no setor e para as exportações.
Na Tanzânia, o Ministério do Planejamento e Investimento oficializou, em 29 de novembro, a disponibilização de uma área de 25.000 hectares à empresa privada Pan Tanzania Agriculture Development no distrito de Kilwa.
Em um comunicado publicado em seu site, a Autoridade Tanzaniana de Investimento e Zonas Econômicas Especiais (TISEZA, na sigla em inglês) esclarece que essa concessão agrícola marca o lançamento de um projeto agroindustrial que mobilizará capitais estrangeiros estimados em 640 milhões de dólares.
Segundo informações divulgadas pela mídia local, o projeto inclui o desenvolvimento de uma zona especial de transformação para exportação em cerca de 809 hectares, que será equipada com unidades de processamento de mandioca, castanha de caju, gergelim, soja, peixe, frutas, bem como fábricas de embalagens, fabricação de ração animal, e produção de energia alternativa.
O restante da concessão será dedicado à instalação de fazendas modernas que utilizam tecnologias avançadas (drones, GPS, sensores IoT para irrigação e gerenciamento agrícola), para abastecer as unidades de processamento com matérias-primas. A empresa também planeja integrar mais de 10.000 pequenos agricultores em seu programa de fornecimento para garantir a disponibilidade de matérias-primas para suas instalações.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a produção será principalmente voltada para os mercados asiáticos, incluindo a China. Esse investimento é uma oportunidade para estimular a produção em muitos setores agrícolas estratégicos, bem como aumentar as receitas das exportações agrícolas e alimentares.
Stéphanas Assocle













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