Adotada pelo Parlamento em julho de 2025, a «Visão Benim 2060 Alafia, um mundo de esplendores» define os grandes projetos a serem conduzidos ao longo de duas gerações para o desenvolvimento do país. Assenta em quatro pilares: a paz, a boa governação, a prosperidade e a projeção cultural internacional.
O Presidente beninense, Patrice Talon (foto), procedeu, na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, ao lançamento oficial da Visão nacional de desenvolvimento de longo prazo «Benim 2060 Alafia, um mundo de esplendores», um documento que fixa o rumo do país para os próximos 34 anos.
«Esta visão, que passa agora a ser a nossa bússola comum […], não é um simples documento. É um juramento, um compromisso, um rumo. […] Define os grandes projetos a levar a cabo ao longo de duas gerações, para que o nosso desenvolvimento nunca seja deixado ao acaso», declarou o Chefe de Estado.
Trata-se, mais especificamente, de retirar lições do passado, consolidar os ganhos do desenvolvimento, promover uma ampla adesão popular e construir um forte consenso nacional em torno das aspirações de longo prazo. A Visão pretende identificar ruturas potenciais, determinar vias de ação estratégicas e oferecer um quadro estruturante partilhado para alinhar as políticas públicas de curto, médio e longo prazos em torno de uma visão comum.
Pilares estratégicos para um desenvolvimento sustentável e inclusivo
A Visão está estruturada em torno de nove orientações estratégicas, quinze objetivos estratégicos e quatro pilares: a paz, a prosperidade partilhada, a boa governação e a projeção cultural internacional. Apoia-se num crescimento económico sustentado, num aumento do investimento e numa profunda transformação estrutural da economia.
Recorde-se que foi adotada pela Assembleia Nacional a 4 de julho de 2025, assinalando assim o fim da Visão Benim 2025 Alafia e inaugurando uma nova trajetória de desenvolvimento sustentável, inclusivo e estruturado.
Uma dinâmica económica sustentada pelas reformas
Nos últimos anos, o Benim registou uma das taxas de crescimento mais elevadas no seio da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), com um crescimento de 7,5% em 2024, segundo o Banco Mundial, o nível mais elevado desde 1990, impulsionado pelos setores dos serviços e da indústria. No seu mais recente relatório Global Economic Prospects, a instituição prevê uma taxa de crescimento de 7% em 2026, a mais elevada no seio da União.
Desde 2016, várias reformas foram implementadas pelas autoridades para reforçar a governação económica e melhorar a mobilização das receitas internas, nomeadamente a eliminação das isenções de pagamento dos empregadores sobre os salários do Estado e a introdução de um formulário único de declaração fiscal para os salários e as contribuições para a segurança social. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), estas medidas, combinadas com uma política macroeconómica rigorosa, contribuíram para reforçar a resiliência económica do país e para iniciar uma transformação estrutural da economia.
«Governar não é apenas transformar o presente, é também e sobretudo preparar o futuro. É por isso que temos hoje o dever de consolidar os nossos ganhos e de os inscrever numa trajetória clara e sustentável», sublinhou o Presidente Talon no seu discurso.
Lydie Mobio













Marrakech. Maroc