Todos os anos, a entrada massiva de jovens no mercado de trabalho evidencia os Ensino superior: a Guiné anuncia reformas para responder ao desemprego jovem desafios da inserção profissional na Guiné. O país procura alinhar melhor a formação com a criação de empregos sustentáveis, a fim de reforçar o seu capital humano.
O governo guineense anunciou, na segunda-feira, 2 de março, um conjunto de medidas destinadas a melhorar a empregabilidade dos diplomados e a aproximar a universidade do mercado de trabalho.
Segundo um comunicado do Ministério do Ensino Superior e da Investigação Científica, a inserção profissional passa a ser um critério central de avaliação das universidades, com a criação de um dispositivo nacional de acompanhamento dos diplomados. Os estágios serão progressivamente tornados obrigatórios nas licenciaturas profissionais e nos mestrados, num quadro regulamentado.
Paralelamente, serão desenvolvidas parcerias estruturadas com empresas para reforçar a formação em alternância, a participação de profissionais e a adaptação dos programas de ensino às necessidades do mercado. Por fim, a oferta formativa será recentrada nos setores estratégicos, ficando a criação de qualquer novo curso condicionada a um estudo de impacto no emprego.
Este conjunto de medidas surge num contexto em que o mercado de trabalho guineense apresenta desequilíbrios estruturais. A 1.º de janeiro de 2025, a Agence guinéenne pour la promotion de l’emploi et de l’entrepreneuriat (AGUIPEE) registava 53 478 candidatos a emprego, segundo o boletim do Observatório Nacional do Trabalho.
Cerca de 80% dos empregos pertencem ao setor informal, privando a maioria dos trabalhadores de estabilidade contratual, proteção social e perspetivas de progressão. Apesar de uma taxa oficial de desemprego relativamente moderada, estimada entre 4,8% e 5,2%, a situação continua preocupante entre os jovens. O desemprego dos 15-24 anos atinge 7,3%.
Neste contexto de reforma, Conacri reforçou igualmente a sua cooperação internacional. Em fevereiro último, foi assinado um acordo de parceria com Marrocos para oferecer aos estudantes guineenses acesso a formações que vão da licenciatura ao doutoramento, bem como a cursos técnicos e profissionais em domínios estratégicos como a engenharia, a agricultura moderna, o digital, a inteligência artificial e as energias renováveis.
Importa salientar que a Guiné figura entre os países africanos com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em 2023, classificava-se na 40.ª posição entre 52 países, segundo o Programme des Nations Unies pour le développement (PNUD).
Charlène N’dimon













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