O Banco Europeu de Investimento (BEI) financiou a expansão do projeto eólico Cabeólica em Cabo Verde, com mais de 39 milhões de euros.
Cabeólica fornece atualmente cerca de 20% da eletricidade do país, que deverá aumentar para 30% com a expansão.
Em territórios insulares, as energias renováveis permitem reduzir a dependência de combustíveis importados, muitas vezes caros e sujeitos às variações dos mercados globais. Isso traz mais estabilidade e confiabilidade para a rede, enquanto reduz os custos.
Na segunda-feira, 1º de dezembro, Cabo Verde inaugurou novas instalações eólicas e um sistema de armazenamento como parte da expansão do projeto Cabeólica. A operação foi financiada pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) com mais de 39 milhões de euros através da EIB Global, seu braço de desenvolvimento, contando com seguros da União Europeia. O Banco Africano de Desenvolvimento também é co-financiador.
Esse novo apoio soma-se ao que o BEI já havia concedido ao projeto em 2010, com um empréstimo de 28 milhões de euros. Atualmente, a Cabeólica fornece cerca de 20% da eletricidade do país. Com a expansão, que inclui 13,5 MW adicionais e 26 MWh de armazenamento distribuídos por quatro ilhas, essa participação deverá chegar a 30%.
"Como a primeira PPP de energia renovável em escala comercial na África Subsaariana, a Cabeólica tem orgulho de liderar esse projeto de expansão transformadora, que inclui capacidade eólica adicional e armazenamento de energia por bateria", afirmou Ayotunde Anjorin, presidente da Cabeólica.
Cabo Verde depende fortemente de diesel para a sua produção elétrica, um combustível importado por via marítima, o que encarece os custos. Segundo o Banco Mundial, os produtos petrolíferos representaram 46,6% do valor total das importações de mercadorias em 2022. Apesar desta restrição, o país mantém uma taxa de acesso à eletricidade superior a 90%, bem acima da média regional, e está entre os melhores desempenhos africanos na regulação do setor elétrico.
O aumento da parcela de energia renovável, portanto, ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, mas sobretudo a melhorar a confiabilidade e a sustentabilidade de um sistema elétrico nacional já eficiente.
Abdoullah Diop













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